sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Pátria, Minerva e Maria Tereza Mirabal eram as líderes do movimento de libertação política na República Dominicana chamado Las Mariposas.

Elas foram assassinadas numa emboscada, em 1960, durante a ditadura de Rafael Leonidas Trujillo, assassinado no ano seguinte, pondo fim ao período repressor.

Por conta do brutal assassinato das Mirabal a ONU, em 1999, declarou o dia 25 de novembro como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Desaparecimento de cacique revolta comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul | Radioagência Nacional

Desaparecimento de cacique revolta comunidades indígenas no Mato Grosso do Sul | Radioagência Nacional

domingo, 20 de novembro de 2011

Conheça os malfeitos dos tucanos em SP

Do Balaio

Demorou, mas finalmente a Justiça de São Paulo abriu a caixa preta tucana do Metrô paulistano. Um ano após a denúncia de jogo de cartas marcadas na licitação da Linha 5 - Lilás, a juíza Simone Gomes Rodrigues Cassoretti, da 9ª Vara da Fazenda Pública, baseada na ação movida por quatro promotores, suspendeu os contratos e mandou afastar do cargo o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, que foi presidente da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) na gestão do governador José Serra.
A Promotoria quer a anulação da concorrência e a condenação dos responsáveis, depois de calcular um prejuízo de R$ 327 milhões para os cofres estaduais. O governo do Estado alegou que as suspeitas não eram suficientes para anular a licitação e que isso vai atrasar a obraa. Anunciou que vai recorrer da decisão.
Em sua decisão, a juiza Simone Casoretti justificou o pedido de afastamento do presidente do Metrô "em face das suas omissões dolosas" e alegou que com sua permanência ele poderia "destruir provas ou mesmo continuar beneficiando as empresas fraudadoras". Entre elas, estão algumas das maiores construtoras do país: Odebrecht, Mendes Júnior, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa. Os contratos denunciados envolvem R$ 4 bilhões e 14 empreiteiras.
Casoretti considerou "indecente" a alegação do governo de que anular a licitação vai atrasar a inauguração da obra, prevista para 2015. "Há muito tempo o povo paulistano espera por obras de expansão do metrô". Para ela, o atraso na obra "não será tão desastroso quanto a continuidade de uma fraude, ou melhor, a chancela de um conluio entre particulares em benefício próprio". Se a ordem judicial não for cumprida, está prevista multa diária de R$ 100 mil.
A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos alega que a decisão de seguir as obras mesmo após as denúncias "foi tomada após amplo processo administrativo no qual não se verificou qualquer fato incontroverso que justificasse o rompimento dos contratos".
O trecho suspenso pela Justiça tem 11 quilômetros e fica entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin, na zona sul da cidade. Reportagem publicada pela "Folha" em outubro de 2010 revelou que os vencedores da concorrência já eram conhecidos seis meses antes.
Perto dos valores envolvidos nas fraudes denunciadas em São Paulo, os malfeitos do ministro Carlos Lupi agora parecem coisa de bufão amador. Aguardam-se as próximas manifestações dos marchadeiros e das marchadeiras dos protestos anticorrupção.

sábado, 19 de novembro de 2011

Que lição! Petrobras socorreu a incapaz Chevron…

Saiu no Tijolaço


A fonte não poderia ser mais insuspeita: é O Globo quem diz que foi a Petrobras, que opera o campo de Roncador, vizinho ao de Frade, que encontrou óleo no mar, avisou a Chevron e ainda emprestou os dois robôs submarinos necessários para identificar a origem e começar a combater o vazamento de petróleo.

Emprestou porque o equipamento da Chevron, diz o jornal, “tinha capacidade limitada de operação e não conseguia fazer uma leitura precisa das coordenadas do local de onde vinha o petróleo”. E os robôs submarinos da Petrobras tinham e conseguiam.

A Chevron não é uma empresa inexperiente e sem equipamentos ou tecnologia. So que não se acanha de trabalhar aqui com equipamento limitado ou obsoleto, porque se sabe poderosa. Ao ponto de passar uma semana distribuindo press-releases e fotos mentirosas do vazamento e não ser questionada pela imprensa, como ocorreu.

Agora, os jornais falam em falta de transparência e os ambientalistas protestam. Muito bem, é o correto. Como foi incorreto seu silêncio.

Que episódio tristemente exemplar do comportamento colonizado de nossa elite “pensante”. Aceitou passivamente o “la garantía soy yo” da petroleira americana. Não foi atrás de um dado, de informações, de elementos. Era a Chevron, uma das “sete irmãs” do petróleo quem dizia, para quê?

Quis o destino que devamos também a um americano – um simples geógrafo, John Amos, do site Skytruth - a chance que tivemos de furar este bloqueio de servilismo. Foi ele, com a interpretação de fotos – públicas, por sinal – de satélites, conseguiu demarcar o tamanho imenso da mancha de óleo. E a blogosfera – aliás, aos “blogueiros sujos” como nos chamam os “limpinhos” da grande mídia – difundiu a verdade com que não contavam.

Na cabeça servil dos colonizados não entra o entendimento de que, para o Brasil, a Petrobras não é apenas uma empresa para furar poços e tirar petróleo como as demais. Não conseguem entender que é ela, e mais ninguém, quem tem a tecnologia, os equipamentos e o conhecimento para que essa perigossíssima atividade – e mais ainda no mar – possa ser feita em segurança e tenha uma fiscalização correta.

O resto, sobretudo a ANP, não tem tamanho, capacidade e, sobretudo, tamanho e conhecimento para se relacionar, de forma altiva e corajosa, com essas gigantes que estão por aqui. E que não podem ficar, se os seus métodos de trabalho forem os que estão sendo revelados na Chevron.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Por que os protestos fracassam em todo o país?

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho



O que houve? Ou melhor, por que não houve?



Apareceram apenas 150 “protestantes” na Cinelândia, Rio de Janeiro, na manifestação anticorrupção organizada por cinco entidades em redes sociais.



Em São Paulo, na avenida Paulista, outros cinco movimentos (Nas Ruas, Mudança Já, Pátria Minha, Marcha Pela Ética e Lojas Maçônicas) juntaram apenas 200 pessoas. Na Boca Maldita, em Curitiba, o grupo Anonymous reuniu 80 pessoas.



A maior concentração de manifestantes contra a corrupção foi registrada na praça da Liberdade, em Belo Horizonte, calculada em 1.500 pessoas, segundo a Polícia Militar. E, a menor, ocorreu em Brasília, onde 30 gatos pingados se reuniram na Esplanada dos Ministérios.



Será que a corrupção é maior em Minas do que em Brasília? Juntando tudo, não daria para encher a Praça da Matriz da minha querida Porangaba, cidade pequena porém decente.



Desta vez, nem houve divergências sobre o número de manifestantes. Eram tão poucos no feriadão de 15 de novembro que dava para contar as cabeças sem ser nenhum gênio em matemática.



Até os blogueiros mais raivosos que, na véspera, anunciaram “protestos em 37 cidades de todo o país”, com horário e local das manifestações, parecem ter abandonado o barco. Não se tocou mais no assunto.



Parece que a sortida fauna que organiza protestos “contra tudo o que está aí” desde o feriadão de 7 de setembro já se cansou.



Os organizadores colocaram a culpa na chuva, mas não conseguem explicar como, no mesmo dia, sob a mesma chuva, 400 mil pessoas foram às compras na rua 25 de Março e 40 mil fiéis se reuniram a céu aberto no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, numa celebração evangélica.



Nem se pode alegar falta de assunto, já que a velha mídia não se cansa de dar manchetes todos os dias sobre os “malfeitos” do governo, com destaque no momento para o Ministério do Trabalho do impoluto Carlos Lupi.



Na minha modesta opinião, o fracasso destas manifestações inspiradas na Primavera Árabe e nos protestos contra o capitalismo selvagem nas capitais européias e nos Estados Unidos, reside na falta de objetivos e de sinceridade dos diferentes movimentos que se apresentam como “apartidários” e “apolíticos”, como se isto fosse possível.



Pelo jeito, o povo brasileiro está feliz com o país em que vive – e, por isso, só vai às ruas por um bom motivo, não a convite dos antigos “formadores de opinião”.



Afinal, todos somos contra a corrupção – até os corruptos, para combater a concorrência, certamente -, mas esta turma é mesmo contra o governo. Basta ver quem são seus arautos na imprensa, que hoje abriga o que sobrou da oposição depois das últimas eleições presidenciais.



Dilma pode demitir todos os ministros e fazer uma faxina geral na máquina do governo que eles ainda vão querer mais, e continuarão “convocando o povo” nas redes sociais. Valentes de internet, não estão habituados a enfrentar o sol e a chuva da vida real.



Ao contrário do que acontece em outros países, estes eventos no Brasil são mais um fenômeno de mídia do que de massas – a mesma grande mídia que apoiou o golpe de 1964 e escondeu até onde pode a Campanha das Diretas Já, em 1984 (com a honrosa exceção da “Folha de S. Paulo”, onde eu trabalhava na época).



Eles não enganam mais ninguém. O povo não é bobo faz tempo.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rainha Hortência

A ex-jogadora e campeã mundial de basquete pela Seleção Brasileira, Hortência Marcari, estará em Campo Largo na quinta-feira (17), a partir das 10 horas. Neste dia acontece, na Vila Olímpica Antonio Lacerda Braga, a premiação do Festival de Basquete que marca o encerramento do ano letivo do Centro de Excelência do Basquete. A eterna Rainha Hortência é quem fará as honras na entrega das medalhas aos atletas. Hortência também é a madrinha do projeto de excelência.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Quantos irmãos de Lula morreram, afinal?

por Jair Alves - dramaturgo


O jornal Folha de S.Paulo trouxe nesta segunda-feira numa de suas manchetes, dia da internação do ex-presidente Lula para tratamento de saúde, a afirmativa de que dois de seus irmãos teriam morrido de câncer. A indução a um pensamento fatalista é obvia, a de conduzir os menos avisados à conclusão de que “a festa acabou” e que, a partir de agora, só nos resta engolir a maneira sórdida que se pretende conduzir os destinos da Nação. Muito além desta pequena manipulação e outras mais desprezíveis que circularam nas últimas horas, está colocada na ordem do dia uma questão crucial para os contemporâneos: quantas pessoas morrem, diariamente, por falta de assistência e prevenção à saúde física e mental? Num país em franco desenvolvimento econômico, é inadmissível que filas de desesperados se formem em busca desta assistência; é esperado que alguma luz surja ao final do túnel e que, finalmente, se entenda que o perigo de morte de cada cidadão brasileiro tem a ver com cada um de nós. Mas, afinal, quantos irmãos de Lula morreram? - “Eu lhes direi”.



Os mensageiros da desgraça humana se deliciam com a dor alheia, sem se darem conta do escárnio que cometem. Não queiram os mesmos experimentar o veneno de perder um ente querido, um amigo, um parceiro de trabalho e, se isso lhes acontecer terão que engolir todas as contradições deste mundo moderno que abriga e pertence a todos nós. Muitos “oportunistas de plantão” preferem fechar os olhos, a entender que pouca diferença há entre a saúde publica e a privada. A ameaça existe e não escolhe vítima, não avalia conta bancaria, muito menos o poder aquisitivo do paciente. A diferença persiste na quantidade, e não exatamente na qualidade. Dias atrás o amigo cineasta, Carlos Reichenbach, veio a público para testemunhar nessa direção. Nosso depoimento vem de uma experiência dolorosa vivida no acompanhamento de uma pessoa querida ao calvário. Após fazer uma via sacra por clinicas especializadas (particulares) à procura de uma solução para extirpar um tumor num dos pés (caso que ficou conhecido como o Pé Esquerdo da Jornalista), a profissional foi acolhida no Hospital A.C.Carvalho e ali uma junta médica multidisciplinar conseguiu o que parecia impossível - a cura.


A fatalidade, da mesma forma, pode acontecer a qualquer um de nós. E, ao contrário dessa piada de mau gosto de que o ex-presidente deveria sofrer as conseqüências das más condições da saúde publica brasileira, sendo tratado através do Sistema Único de Saúde (SUS), é oportuno destacar que ele já experimentou na pele a perda de uma pessoa querida (sua primeira esposa) muito antes de se tornar o que é hoje - um personagem de importância internacional.
Outra observação! Lula, ao contrário do tentam fazer crer, não é pobre, tem uma riqueza singular, fruto de seu talento, sinceridade, e da oportunidade que sempre buscou não só para si, mas para todos os brasileiros. Portanto, pode e tem o dever de cuidar de sua cura da forma mais eficaz que dispomos - os avanços da medicina hospitalar brasileira. Ninguém protestou nem fez piada quando o seu grande amigo, o ex-vice-presidente José de Alencar, foi internado dezenas de vezes neste mesmo hospital
osso Carlão celebra (foto acima) a vida, a arte e o cinema brasileiro.

Resta ainda a pergunta: afinal, quantos irmãos de Lula morreram de câncer?

"Eu vos direi”:

Todos os dias milhares de brasileiros, também seus irmãos, morrem ou são salvos pela mesma medicina nos hospitais brasileiros. Quando acompanhavamos a jornalista em seu vitorioso tratamento do A.C.Carvalho, em São Paulo, aprendemos que tão importante quanto à prevenção contra todas as doenças de grande proporção, é uma campanha para a detecção destes transtornos onde eles já se encontrem. Aprendemos, ainda, qualquer que seja o Sistema Hospitalar (público ou privado) ainda hoje não comportaria de imediato um “pente fino” um check-up generalizado em toda a população brasileira, porque não haveria infra-estrutura para dar prosseguimento ao tratamento e às conseqüências dessa detecção. Esta desorganização no serviço de saúde diz respeito a todos, e isso não dá o direito a nenhum privilegiado de fazer troça do sofrimento alheio.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Unesco reconhece Palestina e é punida com boicote pelos EUA

Entidade da ONU é a primeira a admitir Palestina como membro pleno. O ato irritou a administração americana que, em represália, suspendeu o apoio financeiro à Unesco. O país deixará de pagar cerca de US$ 60 milhões do que deve a partir de novembro deste ano.


A admissão da Palestina como membro pleno da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), marca, para os palestinos, um "momento histórico".

Poucas horas depois da adesão plena da Palestina, os Estados Unidos anunciaram um boicote à Unesco. A contribuição de novembro, no valor de 60 milhões de euros, não será paga, informou o Departamento de Estado Norte Americano.

"Os Estados Unidos são claramente a favor da solução de dois Estados, mas o único caminho é por meio de negociações diretas e não há atalhos, e iniciativas como a de hoje são contraprodutivas", condenou David T. Killion, embaixador norte-americano na organização.

"Tínhamos que conceder um pagamento de 60 milhões de dólares à Unesco em novembro e não vamos fazer isso", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Outro país que reagiu de forma irritada com a decisão foi a Alemanha. A alegação dos alemães para votar contra a incorporação da Palestina pela Unesco é que ela "prejudicaria" as inexistentes negociações entre as duas partes. Segundo um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, a adesão palestina "prejudicaria o já difícil diálogo indireto".

Israel, o maior aliado americano no Oriente Médio e responsável direto pelos danos sociais e humanos da ocupação da Palestina reagiu também no mesmo tom dos Estados Unidos. "Isto é uma tragédia para a Unesco... A Unesco lida com ciência, e não com ficção científica, porém a organização adotou a ficção científica como realidade", insistiu o representante israelense Nimrod Barkan, embaixador israelense junto à Unesco, imediatamente depois da votação.

Depois de um boicote de mais de 20 anos (1984-2003) alegando uma suposta má gestão e "problemas com a ideologia", os Estados Unidos participavam até agora dos programas da Unesco, já que por meio deles conseguiam difundir sua ideologia.

Com agências

Inácio Arruda: Resposta altiva às calúnias

No Vermelho

Um grande ataque foi desencadeado por parte da mídia conservadora contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Acusações sem provas contra o ex-ministro Orlando Silva, feitas por dois meliantes que estão sendo processados para devolver dinheiro ao Ministério do Esporte, foram utilizadas irresponsavelmente.

Por Inácio Arruda*

Sem apurar a veracidade das denúncias, sem divulgar com a mesma ênfase os argumentos e fatos apresentados pelo Ministério, montou-se um verdadeiro tribunal de exceção, como nos regimes ditatoriais. Tenta-se desesperadamente inviabilizar o trabalho do governo Dilma, buscando desqualificar os partidos políticos que a sustentam e as instituições do País. Isso também ocorreu nos dois mandatos do presidente Lula.

A atividade política é criminalizada e os partidos e instituições são colocados sob permanente suspeição, enquanto instigam-se manifestações sem objetivos claros, mas de cunho marcadamente retrógrado. Método semelhante já foi utilizado pelos que patrocinaram o golpe de Estado de 1964. Por mais de 20 anos as reivindicações populares foram colocadas na ilegalidade, opositores foram perseguidos, presos, torturados e mortos. No mesmo período, não por acaso, estabeleceram-se poderosos grupos monopolistas, inclusive no setor da comunicação – este que apela para manchetes sensacionalistas, tentando forçar o governo a voltar à velha cartilha neoliberal na economia e à política elitista e antidemocrática.

Não teve sucesso a manobra de indispor o governo Dilma com o PCdoB e isolar seus militantes dos setores democráticos e progressistas. A ação unitária e pronta do partido e do ex-ministro de exigirem a apuração das denúncias desmascarou a intenção da campanha difamatória. A própria presidente declarou seu apreço e confiança no PCdoB. Colocou no comando do Ministério do Esporte o deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP), para que leve adiante a política de inclusão social, inovadora, inaugurada nessa pasta. Agradeço o apoio, a confiança e a solidariedade que recebemos.

* É senador pelo PCdoB do Ceará

Fonte: O Povo

sábado, 29 de outubro de 2011

Blogueiros de 23 países aprovam Carta de Foz do Iguaçu

Marcel Gomes

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.
Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

- A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

- A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

- A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

- A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

- A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

Como seria um Brasil sem Lula?

do Blog do Luis Nassif

Agora que as notícias dão conta da boa perspectiva de restabelecimento do Lula, é curioso debruçar nas análises apressadas sobre uma era pós-Lula.

Aliás, chocante a maneira como algumas comentaristas celebraram a doença de Lula. Até nos ambientes mais selvagens – das guerras, por exemplo – há a ética do guerreiro, de embainhar as armas quando vê o inimigo caído, por doença, tragédia ou mesmo na derrota. Por aqui, não: é selvageria em estado puro.

A analista-torcedora supos que, com a doença de Lula, haveria uma mudança radical no quadro político. Sem voz, Lula seria como um Sansão sem cabelos. Sem Lula, não haveria Fernando Haddad. Sem contar os diagnósticos médico-políticos-morais, de que Lula foi castigado por sua vida desregrada. Zerado o jogo político, concluiu triunfante.

Num de seus discursos mais conhecidos, Lula bradava para a multidão: “Se cortarem um braço meu, vocês serão meu braço; se calarem a minha voz, vocês serão minha voz…”.

Qualquer tragédia com Lula o alçaria à condição de semideus, como foi com Vargas. O suicídio de Vargas pavimentou por dez anos as eleições de seus seguidores. É só imaginar o que seriam os comícios com a reprodução dos discursos de Lula. Haveria comoção geral.

A falta de Lula seria visível em outra ponta: é ele quem segura a peteca da radicalização. Quem seguraria suas hostes, em caso da sua falta? Seu grande feito político foi promover um pacto que envolveu os mais diversos setores do país, dos movimentos sociais e sindicais aos grandes grupos empresariais. E em nenhum momento ter cedido a esbirros autoritários, a represálias contra seus adversários – a não ser no campo do voto -, mesmo sofrendo ataques implacáveis.

Ouvindo os analistas radicais, lembrando-se da campanha passada, como seria o país caso Serra tivesse sido eleito? É um bom exercício. Não sobraria inteiro um adversário. Na fase Lula, há dois poderes se contrapondo: o do Estado e o da mídia e um presidente que nunca exorbitou de suas funções. No caso de Serra, haveria a junção desses dois poderes, em mãos absolutamente raivosas, vingativas.

Ao fechar todos os canais de participação, Serra sentaria em cima de uma panela de pressão. Sem canais de expressão, muitos dos adversários ganhariam as ruas. Sem a mediação de Lula, não haveria como não resultar em confrontos. Seria uma longa noite de São Bartolomeu.

Essa teria sido a grande tragédia nacional, que provavelmente comprometeria 27 anos de luta pela consolidação democrática.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Avenida Ayrton Senna sendo recuperada

Foram iniciadas as obras de revitalização da Avenida Ayrton Senna (Marginal da BR-277 sentido Curitiba) em Campo Largo. As obras compreendem drenagem, pavimentação e sinalização e têm prazo de 60 dias para sua execução. O valor total da obra é de R$ 762.416,59, sendo R$ 493.100,00 a fundo perdido – emenda parlamentar do ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB) e R$ 269.316,59 de contra-partida da Prefeitura.

A Avenida Ayrton Senna é uma das principais vias da cidade, com intenso trânsito de veículos para o comércio e serviços ao longo da BR-277 e ligação entre os bairros situados entre a Avenida Ema Taner de Andrade (Rodovia para Bateias) e a Avenida Ademar de Barros, no Jardim Social. A revitalização da Avenida Ayrton Senna é obra reivindicada há muito tempo pela população.

Semáforo — Segundo o diretor do Deptran (Departamento de Trânsito Municipal), Nivaldo Guerin, o semáforo para travessia da BR-277 próximo à Churrascaria O Laçador, já foi adquirido. A Prefeitura aguarda autorização da Rodonorte (concessionária que administra a rodovia) e do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) para a instalação do equipamento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Copa e Olimpíadas serão prioridades de novo ministro do Esporte

Agora é oficial o deputado Aldo Rebelo foi confirmado nesta quinta-feira (27) pela presidência da República como novo ministro do Esporte no lugar de Orlando Silva. Antes mesmo de assumir, a presidenta Dilma pediu ao novo ministro prioridades nos assuntos da Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A ministra Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, disse que a escolha é definitiva e que o nome de Aldo será publicado no Diário Oficial de amanhã.

Ao se reunir com Aldo Rebelo no Palácio da Alvorada, a presidenta Dilma Rousseff pediu a ele que conduza o ministério com o objetivo de enfrentar “todos os desafios da Copa do Mundo e das Olimpíadas”. Aldo Rebelo disse que à tarde dará entrevista coletiva para falar sobre sua gestão.

Perfil - Nascido em Alagoas, Aldo está no quinto mandato de deputado federal. Ele foi eleito pelo PCdoB de São Paulo. Jornalista e escritor, Aldo iniciou a atuação política como líder do movimento estudantil e chegou a presidir a União Nacional dos Estudantes (UNE). Ele também é um dos fundadores da União da Juventude Socialista (UJS).Sua militância o levou a se eleger vereador em São Paulo, primeiro cargo no Legislativo. Durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2008-2010), Aldo foi presidente da Câmara dos Deputados, ministro de Relações Institucionais e líder do governo na Câmara. No primeiro semestre deste ano, Aldo Rebelo foi relator do projeto do novo Código Florestal, matéria que dividiu a base governista e chegou a ser aprovada na Câmara dos Deputados. A proposta agora é discutida no Senado.Aldo é conhecido por sua postura nacionalista. Um dos projetos apresentados por ele é o que prevê a redução de estrangeirismos na língua portuguesa.

Ele assume a vaga de Orlando Silva que deixou o Ministério do Esporte depois de o STF instaurar inquérito para apurar denúncias de desvio de dinheiro em ações da pasta. Há duas semanas, o policial militar João Dias acusou o ex-ministro de participar de um esquema de desvio de recursos públicos do programa Segundo Tempo. A denúncia foi publicada pela revista Veja. Desde então, Orlando Silva vem negando participação no esquema, tendo prestado informações ao Congresso Nacional. Ele também pediu ao Ministério Público que o investigasse para garantir sua inocência.

O ex-ocupante da pasta e atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, também é acusado de desviar dinheiro do programa. A ministra Cármen Lúcia determinou que o inquérito que já investiga Agnelo Queiroz no Superior Tribunal de Justiça (STJ) fosse levado ao STF para que ela avaliasse se o processo deve correr em conjunto com o de Orlando Silva. De acordo com o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, há uma “relação intensa” entre os casos. Com a saída de Orlando Silva do ministério, o inquérito passa a ser conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Fonte: Agência de Notícias

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