segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cortes para todos, menos para os juros

Cortes para todos, menos para os juros

Deputado Tiririca no lugar certo: Comissão de Cultura

Tiririca pediu para ir para a Comissão de Educação e Cultura da Câmara porque é a área dele.

Está certíssimo.

Tirica é um excelente artista popular, um animador de circo, que fez uma carreira de que todo brasileiro deveria se orgulhar.

A mãe era rumbeira de um circo da periferia de Fortaleza.

O pai, um camioneiro, que veio a conhecer num show em Fortaleza, quando já tinha 30 anos.

Tiririca começou a ganhar a vida no circo em que a mãe – belíssima, segundo ele – trabalhava.

Ele saía pela periferia de Fortaleza e gritava no alto-falante: não percam, esta noite, no Circo do Tiririca, o homem que vira porco.

E lá ia ele: o homem que vira porco, este noite !

À noite, no circo mambembe, aparecia o Tiririca com um porco enorme.

Derrubava o porco no chão e saia virando o porco pelo picadeiro.

Delírio da plateia.

E ele gritava: sou eu, o homem que vira porco.

E o porco guinchava ! (Nessa época não tinha Ibama)

A piada que ele conta em todo show e que sempre funciona:

Vai o garoto na boléia do caminhão e grita: olha a laranja, olha a laranja.

Passa um gaiato e pergunta: é doce ?

Responde: é laranja seu burro ! Se fosse doce eu gritava “É doce” !

A quem a sociedade brasileira deve mais ?

Ao deputado Tiririca ou ao Senador também por São Paulo Aloysio 300 mil ?

E se o 300 mil for para a Comissão de Moradia do Senado ?

Não é melhor deixar o Tiririca arrumar R$ 300 mil reais para os circos mambembes do interior do Ceará ?

Quantas rumbeiras bonitas apareceriam por lá ?

Quem melhor serve ao Brasil ?

O nobre deputado Tiririca ou seu colega da bancada de São Paulo, Paulo Maluf ?

A cultura popular do Brasil se beneficiará muito mais com o Tiririca na Comissão de Cultura do que se por lá estivesse o Maluf.

Era capaz de sumir a lona do circo.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Uma em quatro mulheres relata maus-tratos durante o parto

Chorando em um hospital, agulhada pelas dores das contrações do parto, mulheres brasileiras ainda têm de ouvir maus-tratos verbais como: "Na hora de fazer não chorou, não chamou a mamãe. Por que tá chorando agora?". A informação é da reportagem de Laura Capriglione publicada na edição desta quinta-feira da Folha

Novo jornal na praça

Circula pela cidade a informação de que um novo semanário vai ser lançado em breve. Especula-se que por trás estaria o suplente de dep. estadual Mauricio Rivabem.

Escrevinhador

A presença de Dilma na festa (?!) da “Folha” foi o aspecto mais comentado pelos internautas nas observações sobre o aniversário de 90 anos do jornal. Eu estava em Buenos Aires, e lá a notícia foi outra. Numa nota de pé de página, o jornal “La Nacion” trouxe, na terça-feira, informação de que desconfiei a princípio:“Folha” admite que apoiou a ditadura.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Folha pode ter cometido o crime perfeito quando demitiu Rose Nogueira, companheira de cela de Dilma Rousseff

Do Blog do Mello

Rose Nogueira é jornalista. Em 1969 trabalhava no Grupo Folha. E pertencia à Ação Libertadora Nacional (ALN), “organização terrorista” (segundo a ditadura e o Grupo Folha) que lutava contra a ditadura instalada no Brasil. Guarde essas duas informações: Rose trabalhava no Grupo Folha e pertencia à ALN.

Em dezembro de 1969, Rose ainda amamentava seu filho, que havia nascido em setembro, quando foi presa. Detalhes de seu período na prisão e das torturas que lhe foram impostas estão descritos aqui. Ela os resumiu em um depoimento para uma novela do SBT, em fase de produção:

“Eu tinha apenas 23 anos, recém-parida e fui espancada de muitas formas, fiquei com o corpo todo marcado, destruída por dentro. Meu torturador era tarado, me judiava e humilhava muito… Passei mais de um mês sem tomar banho, fedia por causa do sangramento comum após o parto e também devido ao leite, que cheirava azedo. Por causa disso, me deram uma injeção para secar meu leite. Não tive o direito de amamentar meu filho… Pior do que isso, eles usaram um bebê para me coagir. Por duas vezes, levaram meu filho ao DOPs e ameaçaram queimá-lo vivo caso não os ajudasse a localizar meus companheiros, mas eu não sabia onde eles estavam…”

Rose não morreu, como tantos de seus companheiros. Esteve presa e dividiu a cela com a atual presidenta do Brasil, Dilma Rousseff. Ao sair da cadeia, descobriu que fora demitida. Pesquisou e descobriu o motivo alegado pelo Grupo Folha:

Ao buscar, agora, nos arquivos da Folha de S. Paulo a minha ficha funcional, descubro que, em 9 de dezembro de 1969, quando estava presa no DEOPS, incomunicável, “abandonei” meu emprego de repórter do jornal. Escrito à mão, no alto: ABANDONO. E uma observação oficial: Dispensada de acordo com o artigo 482 – letra ‘i’ da CLT – abandono de emprego”. Por que essa data, 9 de dezembro? Ela coincide exatamente com esse período mais negro, já que eles me “esqueceram” por um mês na cela.

Como é que eu poderia abandonar o emprego, mesmo que quisesse? Todos sabiam que eu estava lá, a alguns quarteirões, no prédio vermelho da praça General Osório. Isso era e continua sendo ilegal em relação às leis trabalhistas e a qualquer outra lei, mesmo na ditadura dos decretos secretos. Além do mais, nesse período, caso estivesse trabalhando, eu estaria em licença-maternidade.

Guarde agora essa outra informação: o Grupo Folha a demitiu por “abandono de emprego”. Junte-a às outras duas: ela trabalhava no grupo Folha e pertencia à ALN.

Agora, para comemorar seus 90 anos, o Grupo Folha resolve fazer um tímido mea culpa, dividido por ele mesmo em 9 atos. O Ato 4 chama-se “O Papel na Ditadura”. Reproduzo na íntegra:

A Folha apoiou o golpe militar de 1964, como praticamente toda a grande imprensa brasileira. Não participou da conspiração contra o presidente João Goulart, como fez o "Estado", mas apoiou editorialmente a ditadura, limitando-se a veicular críticas raras e pontuais.

Confrontado por manifestações de rua e pela deflagração de guerrilhas urbanas, o regime endureceu ainda mais em dezembro de 1968, com a decretação do AI-5. O jornal submeteu-se à censura, acatando as proibições, ao contrário do que fizeram o "Estado", a revista "Veja" e o carioca "Jornal do Brasil", que não aceitaram a imposição e enfrentaram a censura prévia, denunciando com artifícios editoriais a ação dos censores.

As tensões características dos chamados "anos de chumbo" marcaram esta fase do Grupo Folha. A partir de 1969, a "Folha da Tarde" alinhou-se ao esquema de repressão à luta armada, publicando manchetes que exaltavam as operações militares.

A entrega da Redação da "Folha da Tarde" a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella, um dos 'terroristas' mais procurados do país, morto em São Paulo no final de 1969.

Em 1971, a ALN incendiou três veículos do jornal e ameaçou assassinar seus proprietários. Os atentados seriam uma reação ao apoio da "Folha da Tarde" à repressão contra a luta armada.

Segundo relato depois divulgado por militantes presos na época, caminhonetes de entrega do jornal teriam sido usados por agentes da repressão, para acompanhar sob disfarce a movimentação de guerrilheiros. A direção da Folha sempre negou ter conhecimento do uso de seus carros para tais fins.

Outros blogs já comentaram esse assunto. Mas o que me interessa é o quarto parágrafo, especialmente o que destaco em negrito:

A entrega da Redação da "Folha da Tarde" a jornalistas entusiasmados com a linha dura militar (vários deles eram policiais) foi uma reação da empresa à atuação clandestina, na Redação, de militantes da ALN (Ação Libertadora Nacional), de Carlos Marighella, um dos 'terroristas' mais procurados do país, morto em São Paulo no final de 1969.

Policiais contratados e ALN em atuação clandestina na Redação. A ligação é óbvia demais: os policiais não foram contratados para escrever mas para descobrir quem eram os “terroristas infiltrados”.

Rose Nogueira era um deles. Provavelmente foi descoberta pelos policiais contratados pelo Grupo Folha. Em seguida, presa, barbaramente torturada. E depois demitida pelo mesmo Grupo que a mandou prender por abandono de emprego. Como se não soubesse de nada.

O crime perfeito.

Hoje na História: 1848 - Rei Luis Filipe I da França abdica do trono

Após três jornadas insurrecionais em 22, 23 e 24 de fevereiro de 1848, o rei Luis Filipe I abdica em favor de seu neto, o Conde de Paris, e foge para a Inglaterra. A Câmara de Deputados rejeita o novo soberano e constitui um governo provisório formado por Lamartina, Dupont de l'Eure, Arago, Ledru-Rollin, Garnier-Pagès, Crémieux e Marie. A primeira medida tomada pelo governo provisório foi de proclamar a República.

Corte britânica determina extradição de Julien Assange para a Suécia | Gilson Sampaio

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Tribunal decide extradição de Assange para a Suécia | Esquerda

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Meu maior sonho: que o povo pare de comer carne ...

... e que animais não sejam mortos para alimentar as bestas-feras.

Nobel alemão vê relação entre consumo de carne bovina e câncer intestinal

Infectologista alemão Harald zur Hausen está pesquisando se vírus insensível ao calor causa câncer de cólon. Ele adverte que o consumo de carne vermelha é um dos fatores que favorecem o surgimento da doença

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