quarta-feira, 22 de junho de 2011

Virus de computador?

O Blog do Esmael voltou

Finalmente o Blog do Esmael (http://www.esmaelmorais.com.br) voltou. Esse é um ato que inaugura o fim de uma censura, promovida pelo governador Beto Richa (PSDB), que durou 75 dias. Era o único caso de censura no país em que o blog foi retirado do ar, contrariando a Constituição Federal e as recentes decisões do Superior Tribunal Federal.

Gleisi une Richa e Fruet

A indicação de Gleisi Hoffman para a Casa Civil colocou em alerta os tucanos. A avaliação deles é que se não se unirem perdem a proxima eleição.

Aos 93 anos, prefeito mais idoso do BRASIL é cassado por improbidade

Susumo Itimura (PSDB) era prefeito de Uraí (PR), Norte do Paraná.
Ele irá recorrer da decisão; vice-prefeito assume nesta quarta (22)

Autor de A despedida do trema

No post "a despedida do trema" recebi a informação de que o autor é Lucas Nascimento da Silva, e que foi publicado originalmente na edição n°16 da revista Offline.

Fica o registro. e parabéns ao autor.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Olha só com quem FHC confraternizava.

Empreiteira não aceita 'em nenhuma hipótese' lei anti-cartel na Copa

Aprovada na Câmara dos Deputados, lei de licitações especial para Copa do Mundo de 2014 tem regra que governo chama de anti-cartel e empresas do setor da construção civil boicotam. Em documento, associação de empreiteiras diz que não aceita "em nenhuma hipótese" a implantação do mecanismo, que é recomendado internacionalmente contra a possibilidade de conluio entre empresas. Segundo um ministro, empreiteiras patrocinam noticiário negativo sobre lei especial. Objetivo seria desmoralizá-la para Congresso Nacional não aprovar. Construtoras preparam-se para fazer lobby no Senado.

Leia mais

sábado, 18 de junho de 2011

Comparato: Globo ameaçou romper contrato com UNESCO

por Luiz Carlos Azenha

O jurista Fábio Konder Comparato disse, em palestra no II Encontro Nacional de Blogueiros, em Brasília, que a Globo ameaçou romper seu contrato com a UNESCO para promover o Criança Esperança depois que o organismo ligado às Nações Unidas publicou em fevereiro deste ano um estudo sobre o ambiente regulatório para radiodifusão no Brasil.

O estudo, que está aqui, em PDF, é de autoria de Toby Mendel e Eve Salomon.

O estudo concluiu o óbvio: a mídia brasileira é dominada por 35 grupos, que controlam 516 empresas; uma única rede detém 51,9% da audiência nacional. A média de TVs ligadas entre as 7 da manha e a meia-noite atinge 45% da população brasileira, um dos maiores índices do mundo. Os dados foram citados por Comparato em sua palestra.

Segundo ele, depois da publicação do estudo a TV Globo disse aos autores, Toby Mendel e Eve Salomon, que poderia romper o vínculo entre a emissora e o programa Criança Esperança.

Embora a concentração da mídia seja fartamente conhecida no Brasil, o documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reforça a credibilidade internacional dos que lutam por um novo marco regulatório da comunicação no país.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Quando a pesquisa não mostra o esperado

Marcos Coimbra, no Correio Braziliense
Para que gastar dinheiro fazendo pesquisas se vamos ignorá-las caso não mostrem o que queremos?
No Brasil, como em qualquer democracia contemporânea, as pesquisas de opinião são parte do dia a dia da política. Faz tempo que é assim.

É claro que isso começou depois do fim da ditadura. Entre 1964 e a redemocratização, elas foram parcimoniosamente realizadas e divulgadas. Sem eleições para o Executivo, a não ser em cidades do interior, quase ninguém fazia pesquisas de intenção de voto. E, dado que a opinião pública é pouco (ou nada) relevante nos regimes autoritários, tampouco se faziam pesquisas sobre os sentimentos e as avaliações da população a respeito de temas administrativos e governamentais.

Foi ao longo desses mesmos 20 anos que aumentou a importância das pesquisas mundo afora. Enquanto elas foram se incorporando ao cotidiano dos países desenvolvidos, sendo regularmente realizadas para veículos de comunicação, governos, instituições acadêmicas, organizações da sociedade civil, entidades de representação de interesses, partidos políticos e candidatos, por aqui o ambiente lhes era hostil.

Nos atrasamos em relação a esses países, demoramos a acertar o passo, mas conseguimos. De meados da década de 1980 para cá, as pesquisas (de opinião, mas também de mercado — o que é outra história) se modernizaram e se consolidaram no Brasil.

Apesar disso, nossa mídia é uma cliente cautelosa e limitada dos institutos. Ao contrário da regra nos Estados Unidos e na Europa, onde jornais, emissoras de televisão e portais de internet são consumidores vorazes de pesquisas, seus congêneres brasileiros costumam pensar na base do "quero, desde que seja de graça". Todos acham ótimo divulgar uma pesquisa, mas se arrepiam perante a ideia de custeá-la.

A única exceção (que, de certa forma, confirma a regra) é o Datafolha, departamento de pesquisa de um jornal, que se utiliza dele na sua política comercial. Como nenhuma outra empresa de comunicação (acertadamente) achou que precisava ter "seu instituto", sequer outros semelhantes existem.

Com isso, a sociedade brasileira passa meses sem saber o que pensam as pessoas sobre a conjuntura, o que sabem e consideram relevante nos acontecimentos, que percepção têm dos personagens da política e de seus atos. Até que a mídia ganhe de presente alguns resultados, caso dos patrocinados por entidades de classe, a exemplo da CNI e da CNT.

Por alguma razão misteriosa, isso muda na véspera dos processos eleitorais, especialmente nas eleições presidenciais e de governador. Quando elas chegam, todos os veículos se sentem obrigados a ter a "sua pesquisa". E a dedicar uma parte enorme da cobertura a discutir números, algo que costuma interessar apenas secundariamente a leitores e espectadores.

Uma das explicações desse comportamento talvez seja que as pesquisas, às vezes, não dizem o que as redações esperam. E que, sem elas, é sempre possível especular sobre a opinião pública, sem o incômodo de consultá-la. Para que gastar dinheiro fazendo pesquisas se vamos ignorá-las caso não mostrem o que queremos?

Tudo isso vem à mente com a divulgação da mais recente pesquisa do Datafolha sobre a popularidade da presidente e a avaliação do governo federal. Sem entrar em detalhes, o mais relevante que ela mostrou é que ambas vão bem. Na verdade, muito bem, considerando que subiram índices que já eram elevados. Na pesquisa anterior, Dilma batia o recorde de aprovação para presidentes no começo de mandato e superou, na nova, sua própria marca.


Definitivamente, não era isso que supunham os jornais. Nos dias que antecederam a demissão de Palocci, o que vimos foram especulações sobre a "queda de Dilma nas pesquisas", dada como tão certa que o interessante passaram a ser as consequências de seu hipotético "desgaste de imagem" na governabilidade.

Como a pesquisa não confirmou qualquer recuo, um silêncio sepulcral se abateu sobre ela. Foi quase ignorada e nem mesmo o jornal que é dono do Datafolha achou que valia a pena insistir no assunto.

Só imaginando: o que teria acontecido se, ao invés de mostrar uma subida de 2%, ela tivesse indicado uma queda, ainda que pequena, na popularidade de Dilma? De uma coisa podemos estar certos: a pesquisa seria um estrondo.

Marcos Coimbra
Sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Leia mais em: O Esquerdopata
Under Creative Commons License: Attribution

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Documentos da ditadura voltam ao Brasil

Por Rodrigo Vianna e Juliana Sada

Documentos relativos à ditadura militar serão entregues hoje, às autoridades brasileiras, em um ato que marca a repatriação desses arquivos ao país, e expressa o desejo de instalação da Comissão da Verdade e de que se cumpra a sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos e se investigue os crimes da ditadura.

Veja materia completa AQUI

quinta-feira, 9 de junho de 2011

SOS Bombeiros

Pois é, Governador, da sua classe se ouve falar muito da falta de honestidade: como roubar a verba de merendas escolares, desvio de verba pública para, caixa dois de campanha, superfaturamento, compra de carros desnecessárias como ocorre hoje na ALEp (paraná), uso do dinheiro para favorecer namoradas ou acompanhantes, para pagar jantares em motel e pagamento de prostitutas, desvio de combustivel, superfaturamento e por ai vai…

Crack e o óxi: epidemia socialmente incontrolável


O crack se instalou nas principais cidades do planeta e se tornou uma espécie de epidemia socialmente incontrolável e com consequências destruidoras para os usuários.

É o que revela a Pesquisa sobre a situação do Crack nos Municípios Brasileiros realizada recentemente pela Confederação Nacional de Municípios.

O estudo esclarece o caráter onipresente da droga em território nacional ao cravar a estatística negativa na qual 98% das cidades brasileiras relatam casos de consumo de crack.

Foto: Victor Moriyama

O balanço segue ladeira a baixo e revela o despreparo do Estado em lidar com o problema: 91% dos municípios não possuem programas próprios para tratamento de viciado.

A falta de amparo governamental, entretanto, não é nenhuma novidade entre os usuários: "A assistência social vem até aqui, nos convence a voltar pro albergue e diz que vai colocar a gente no mercado de trabalho, que vai recuperar a gente e etc. Já esperei oito meses e desisti, fui embora e prefiro morar na rua", me relatou um usuário.

Os albergues públicos, ofertados pelas prefeituras como alternativa aos moradores de rua, acabam se tornando locais renegados em que as divergências culturais se intensificam a cada pernoite.

"Fumei meu
monza inteiro"


Em São José dos Campos, interior de São Paulo, a disposição para se reintegrar a sociedade é enorme e consenso entre usuários. Alguns alegam a incapacidade incutida no vício, outros tem o sonho de ter uma "conversinha" com o prefeito a fim de esclarecer algumas "questões sociais".

Os estigmas de preconceito que os usuários carregam são tão fortes que o processo de reintegração a sociedade se torna um túnel cuja luz em seu final é apenas a pedra no cachimbo."Não vejo saída, mas gostaria muito de ser ajudado. Quem vai dar emprego para mim?",  me contou entrestecido certa vez um travesti.

De modo geral, a dependência impede a volta dos usuários a vida normal, muitos perderam o controle e viram sua estrutura familiar ruir em poucos meses. Ruan gastou 40 mil reais em apenas 3 semanas entre festas em hotéis e longas tragadas de crack. "Fumei meu monza inteiro" conta outro usuário.

Tive a oportunidade de registrar alguns usuários nas regiões centrais das cidades de São Paulo e São José dos Campos (SP) e notar traços de uma permanente inquietação. Alguns personagens, depois do uso mostravam um comportamento transtornado, e as alucinações eram constantes.

Muitos me relataram seu desejo em sair do vício, qualificado como incontrolável, mas esbarravam na falta de amparo do Estado em oferecer clínicas de tratamento ou mecanismos de ajuda. Outros classificavam a droga como uma "manifestação do Diabo", uma mescla de desejo e prazer mas, principalmente, o consumo era dominado por sensações de medo e pânico.

Suas histórias de vida relatam o verdadeiro drama de quem vive na rua. O desligamento social se impõe como irreversível e trava uma batalha diária. Apenas os fortes sobrevivem. Os "companheiros" do vício cumprem o papel da família sanguínea, que a essa altura deu ao indivíduo como um ser perdido
para o mundo das drogas e sofre sua dor exclusiva.

"Quem vive nessa vida de nóia não tem amigo! Se você deixar, maluco rouba sua camiseta para tentar trocar por pedra" relata Ruan. Compreender a abrangência do impacto psicológico que uma família sofre ao ver seu "chefe" dominado pelo vício, não é uma tarefa fácil.

Especialistas indicam que o ápice do efeito da droga se da nos 3 primeiros minutos e pode se prolongar, de forma reduzida, até 10 minutos. Trata-se de um efeito rápido, de curta duração e que leva o usuário a querer estar novamente sob efeito dá droga.

Estima-se que um viciado pode chegar a morte em 7 anos ao usar a droga todos os dias. Para "encrementar' o mercado, os vendedores da droga introduziram uma nova moda no país, o Crack colorido, cujas pedras variam nas cores azul, verde e rosa.

No ramo dos negócios vale tudo para atrair a freguesia. Este artifício do mundo fora da lei, chega ao mercado consumidor num momento de expansão da droga rival, o lixo do crack que ainda não se instalou em todo o país. É o Óxi - "oxidado" - é produzido a partir da pasta de coca com o acréscimo letal de cal virgem e querosene. A mistura é extremamente tóxica e segundo "especialistas", já que é ambígua a existência de um especialista num fenônemo novo, pode levar a morte em menos de três anos.

O crack é fabricado a partir da mistura de bicarbonato de sódio com uma pasta de cocaína. A palavra "crack" vem do inglês “to crack” associado ao barulho que as pedras fazem quando queimadas. O óxi, por sua vez, libera, durante a combustão, um óleo extremamente tóxico que pode ser reaproveitado pelo usuário se misturado ao cigarro, fator que amplia o nível de dependência da nova droga.

Ambos são consumidos em cachimbos improvisados ou em latas de alumínio e contam com o auxílio das cinzas de cigarro colocadas embaixo da pedra durante o consumo. Nas bocas de fumo o valor da pedra de crack é padronizado e custa em média 5 reais, já o Óxi sai pela metade do preço.

Com o objetivo de acelerar a disseminação do oxidado, os pontos de venda da droga lançam uma nova promoção para facilitar a aquisição do produto, 3 por 5.

Victor Moriyama, 26 anos, é repórter fotográfico do Jornal O Vale, em São José dos Campos, cidade que reside atualmente. Estreia hoje a coluna Fotógrafo-escreve no NR.