segunda-feira, 11 de outubro de 2010

POLÍTICA - Dilma e a fé cristã.

Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária aos princípios do Evangelho e da fé cristã


Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte.

Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.

Anos depois, nos encontramos no presídio Tiradentes, em São Paulo. Ex-aluna de colégio religioso, dirigido por freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava de orações e comentários do Evangelho.

Nada tinha de “marxista ateia”.

Nossos torturadores, sim, praticavam o ateísmo militante ao profanar, com violência, os templos vivos de Deus: as vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula. De nossa amizade, posso assegurar que não passa de campanha difamatória -diria, terrorista- acusar Dilma Rousseff de “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos.

Se um ou outro bispo critica Dilma, há que se lembrar que, por ser bispo, ninguém é dono da verdade.

Nem tem o direito de julgar o foro íntimo do próximo.

Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica.

Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho.

É na coerência de suas ações, na ética de procedimentos políticos e na dedicação ao povo brasileiro que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.
Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria fazendas e sítios produtivos; implantaria o socialismo por decreto…

Passados quase oito anos, o que vemos? Um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Até o segundo turno, nichos da oposição ao governo Lula haverão de ecoar boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em tudo o que Dilma realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez indagaram a Jesus quem haveria de se salvar. Ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem os que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem quem se julga dono da doutrina cristã e se arvora em juiz de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; oprimido, e me libertastes…” (Mateus 25, 31-46). Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos vida digna e feliz.

Isso o governo Lula tem feito, segundo a opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.


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FREI BETTO, frade dominicano, é assessor de movimentos sociais e escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros. Foi assessor especial da Presidência da República (2003-2004, governo Lula

domingo, 10 de outubro de 2010

No rádio, jingle de Dilma explica a verdadeira face Serra

Dois novos jingles de Dilma no rádio, explicam a verdadeira face de Serra:

Só dá bola pra rico... da turma do FHC!



Zé Promessa... não engana... quando tava no governo não fez nada pro povão!


José Serra não gostou e entrou no TSE pedindo para censurar.

O ministro Henrique Neves, do TSE, indeferiu liminar solicitada por José Serra.

O ministro citou entendimento de que "a crítica aos homens públicos, por suas desvirtudes, seus equívocos, falta de cumprimento de promessas eleitorais sobre projetos, revelando a posição do partido diante dos problemas apontados, por mais ácida que seja, não enseja direito de resposta".

sábado, 9 de outubro de 2010

E o Google sempre inovando

Para homenagear os 70 anos, se estivesse vivo, de John Lennon o Google colocou como logo um vídeo.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

É contra ou a favor do aborto?

Nome da CNBB está sendo usado para enganar fiéis

Em nota oficial, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP) manifestou preocupação com a ação de muitos grupos que, em nome da fé cristã, “têm criado dificuldades para o voto livre e consciente”. “Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições. Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias”.

da Carta Maior

Nota da Comissão Brasileira Justiça e Paz

O MOMENTO POLÍTICO E A RELIGIÃO

“Amor e Verdade se encontrarão. Justiça e Paz se abraçarão” (Salmo 85)

A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) está preocupada com o momento político na sua relação com a religião. Muitos grupos, em nome da fé cristã, têm criado dificuldades para o voto livre e consciente. Desconsideram a manifestação da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil de 16 de setembro, “Na proximidade das eleições”, quando reiterou a posição da 48ª Assembléia Geral da entidade, realizada neste ano em Brasília. Esses grupos continuaram, inclusive, usando o nome da CNBB, induzindo erroneamente os fiéis a acreditarem que ela tivesse imposto veto a candidatos nestas eleições.

Continua sendo instrumentalizada eleitoralmente a nota da presidência do Regional Sul 1 da CNBB, fato que consideramos lamentável, porque tem levado muitos católicos a se afastarem de nossas comunidades e paróquias.

Constrangem nossa conciência cidadã, como cristãos, atos, gestos e discursos que ferem a maturidade da democracia, desrespeitam o direito de livre decisão, confundindo os cristãos e comprometendo a comunhão eclesial.

Os eleitores têm o direito de optar pela candidatura à Presidência da República que sua consciência lhe indicar, como livre escolha, tendo como referencial valores éticos e os princípios da Doutrina Social da Igreja, como promoção e defesa da dignidade da pessoa humana, com a inclusão social de todos os cidadãos e cidadãs, principalmente dos empobrecidos.

Nesse sentido, a CBJP, em parceria com outras entidades, realizou debate, transmitido por emissoras de inspiração cristã, entre as candidaturas à Presidência da Republica no intento de refletir os desafios postos ao Brasil na perspectiva de favorecer o voto consciente e livre. Igualmente, co-patrocinou um subsídio para formação da cidadania, sob o título: “Eleições 2010: chão e horizonte”.

A Comissão Brasileira Justiça e Paz, nesse tempo de inquietudes, reafirma os valores e princípios que norteiam seus passos e a herança de pessoas como Dom Helder Câmara, Dom Luciano Mendes, Margarida Alves, Madre Cristina, Tristão de Athayde, Ir. Dorothy, entre tantos outros. Estes, motivados pela fé, defenderam a liberdade, quando vigorava o arbítrio; a defesa e o anúncio da liberdade de expressão, em tempos de censura; a anistia, ampla, geral e irrestrita, quando havia exílios; a defesa da dignidade da pessoa humana, quando se trucidavam e aviltavam pessoas.

Compartilhamos a alegria da luz, em meio a sombras, com os frutos da Lei da Ficha Limpa como aprimoraramento da democracia. Esta Lei de Iniciativa Popular uniu a sociedade e sintonizou toda a igreja com os reclamos de uma política a serviço do bem comum e o zelo pela justiça e paz.

Brasília, 06 de Outubro de 2010

Comissão Brasileira Justiça e Paz, Organismo da CNBB

Resposta da XUXA ao Serra

Os cara piraram de vez

Um panfleto da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa de Tradição, Família e Propriedade), uma das mais conservadores agremiações do país, distribuido em reunião da cúpula da campanha de José Serra, pede que os militantes dilvulguem na web que o plano de Dilma inclui perseguir cristãos, legalizar aborto e prostituição.

Essa TFP é aquela que é contra os Evangélicos, para eles os Protestantes se reunem em seitas.

E agora pastor Silas. E agora Edir Macedo, E agora Marina. O que vocês acham disso?

Sugiro que divulguem aos seus amigos evangélicos.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Tiririca ter 1.353.820 votos é ruim? E o Alckmin receber 11.519.314? É a prova de que pior do que está pode ficar

Ta lá no blog do Mello

A eleição do Tiririca em São Paulo, com a maior votação do Brasil, ainda encontra explicação. No meu modo de ver, é mais um protesto do eleitor, fruto da desmoralização da representação política no país, em grande parte culpa dos próprios, mas também do porcalismo travestido de jornalismo, com sua cobertura de fofocas e repercussão de escândalos.

O voto no Tiririca é daquele sujeito que não se vê representado pelos políticos, que nem se lembra em quem votou da última vez, que nunca viu pela frente um desses políticos que vivem aparecendo na TV e que surgem de quatro em quatro anos dizendo que fizeram e farão tudo por ele, para depois sumirem novamente e só aparecerem após outros quatro anos. Ou seja, é a lesma lerda, logo "pior do que tá não fica", o simples e genial slogan da campanha do Tiririca.

Agora, e o Alckmin? Como explicar seus 11.519.314 votos, depois de ele ter ficado em terceiro lugar, há dois anos, na disputa pela prefeitura de São Paulo?

Quando se refere ao governo demo-tucano, tudo vai de mal a pior em São Paulo. Mudam as moscas (com a volta de Alckmin, há até uma repetição) e o cidadão paulista é afogado por pedágios e inundado por enchentes que duram meses (!!!), favelas que se incendeiam quase que semanalmente, a educação cada vez pior, confronto entre polícias civil e militar nas ruas, professores desrespeitados e agredidos... E o paulistano ainda quer mais?

Diz o eleitor de Tiririca: - Pior do que tá não fica.
Responde o de Alckmin: - Pior do que tá fica, sim.

Beto Richa fica sem maioria no Congresso Nacional e no Senado

Os parlamentares eleitos pelo Paraná, neste domingo, são em sua maioria hostis ao governador eleito, Beto Richa.

No Senado, com a eleição de Gleisi e Requião, Beto fica fragilizado na Câmara Federal.

No campo das forças democráticas e populares (PDT, PMDB, PT, PR e PCdoB) foram eleitos 12 deputados federais.

A chapa liderada por Richa (PPS, PSDB, DEM e PP) elegeu apenas onze parlamentares.

O PV que se declara independente em relação ao governador eleito — elegeu uma deputada.

Deputados Federais eleitos pelo Paraná

1 RATINHO JUNIOR – PSC – 358.924 (6,32%)
2 HERMES PARCIANELLO FRANGAO – PMDB – 154.910 (2,73%)
3 ANDRÉ VARGAS – PT – 151.769 (2,67%)
4 ALEX CANZIANI PTB - 149.693 (2,64%)
5 CIDA BORGHETTI – PP – 147.910 (2,60%)
6 DELEGADO FRANCISCHINI – PSDB – 130.522 (2,30%)
7 JOÃO ARRUDA - PMDB – 126.092 (2,22%)
8 RUBENS BUENO – PPS – 123.178 (2,17%)
9 OSMAR SERRAGLIO – PMDB – 121.700 (2,14%)
10 MICHELETTO - PMDB – 121.285 (2,14%)
11 GIACOBO – PR – 119.892 (2,11%)
12 HAULY - PSDB – 116.165 (2,05%)
13 NELSON MEURER – PP – 114.648 (2,02%)
14 TAKAYAMA – PSC – 109.895 (1,93%)
15 ZECA DIRCEU – PT – 109.565 (1,93%)
16 ANGELO VANHONI – PT – 108.886 (1,92%)
17 DILCEU SPERAFICO – PP – 107.820 (1,90%)
18 ALFREDO KAEFER – PSDB – 102.345 (1,80%)
19 EDUARDO SCIARRA - DEM – 102.232 (1,80%)
20 ANDRÉ ZACHAROW – PMDB – 101.579 (1,79%)
21 SANDRO ALEX - PPS – 95.840 (1,69%)
22 REINHOLD STEPHANES – PMDB – 95.147 (1,68%)
23 ASSIS DO COUTO – PT – 94.745 (1,67%)
24 DR ROSINHA - PT – 93.509 (1,65%)
25 CEZAR SILVESTRI – PPS – 87.586 (1,54%)
26 LUPION – DEM – 79.704 (1,40%)
27 NELSON PADOVANI – PSC – 63.289 (1,11%)
28 EDMAR ARRUDA – PSC – 61.309 (1,08%)
29 ROSANE FERREIRA - PV – 47.674 (0,84%)
30 LEOPOLDO MEYER – PSB - 38.649 (0,68%)

Deputados Estaduais eleitos no Paraná

DT / PT / PMDB / PR / PC do B(23)
1 ALEXANDRE CURI 134.226 –
2 ENIO VERRI 87.076 47.150
3 NEREU MOURA 83.034 4.042
4 ARTAGÃO JUNIOR 74.063 8.971
5 AUGUSTINHO ZUCCHI 70.217 3.846
6 ROMANELLI 67.999 2.218
7 ANIBELI 60.599 7.400
8 KIELSE 57.059 3.540
9 ANDRÉ BUENO 55.763 1.296
10 LUCIANA RAFAGNIN 54.277 1.486
11 TONINHO 53.454 823
12 WALDYR PUGLIESI 52.524 930
13 ADEMIR BIER 51.147 1.377
14 TERUO KATO 50.271 876
15 TADEU VENERI 48.860 1.411
16 PERICLES 48.805 55
17 FERNANDO SCANAVACA 48.369 436
18 CHEIDA 48.242 127
19 PROFESSOR LEMOS 48.081 161
20 JONAS GUIMARAES 47.089 992
21 CAITO QUINTANA 44.574 2.515
22 NELSON LUERSEN 43.510 1.064
23 STEPHANES JUNIOR 43.415 95

PRB / PP / PTB / DEM / PSDB(18)
1 NEY LEPREVOST 79.755 –
2 VALDIR ROSSONI 64.139 15.616
3 DURVAL AMARAL 62.275 1.864
4 LUIZ ACCORSI 61.820 455
5 NELSON GARCIA 57.868 3.952
6 CANTORA MARA LIMA 56.515 1.353
7 PASTOR EDSON PRACZYK 50.068 6.447
8 PLAUTO 45.481 4.587
9 ROSE LITRO 45.324 157
10 ELIO RUSCH 44.597 727
11 NELSON JUSTUS 43.035 1.562
12 MAURO MORAES 42.062 973
13 EVANDRO JUNIOR 41.082 980
14 FRANCISCO BUHRER 40.004 1.078
15 OSMAR BERTOLDI 39.642 362
16 TRAIANO 37.991 1.651
17 FABIO CAMARGO 37.773 218
18 PEDRO LUPION 37.302 471

PSB(3)
1 GILBERTO RIBEIRO 103.740 –
2 RENI PEREIRA 54.797 48.943
3 HERMAS BRANDÃO JR 46.684 8.113

PPS(3)
1 MARCELO RANGEL 67.307 –
2 CESAR SILVESTRI FILHO 52.589 14.718
3 DOUGLAS FABRICIO 37.291 15.298

PSC(3)
1 GILSON DE SOUZA 34.712 –
2 MARLA TURECK 29.442 5.270
3 PARANHOS 27.263 2.179

PV(2)
1 ROBERTO ACIOLLI 45.708 –
2 RASCA 18.897 26.811

PSL / PTN / PRP(1)
1 ADELINO RIBEIRO 30.244 –

PSDC / PHS / PMN / PTC(1)
1 DR BATISTA 41.891

domingo, 3 de outubro de 2010

Rio Grande do Sul já definiu govenador

Com 90% das seções apuradas, o Rio Grande do Sul já definiu o seu governador. Tarso Genro está eleito.

Para o Senado, Paulo Paim (PT) está na liderança com 33,80% dos votos, seguido por Ana Amélia Lemos (PP), com 29,65%, enquanto Germano Rigotto (PMDB) está na terceira posição, com 21,23%

Paraná já elegeu seus representantes

Com 98% das seções apuradas, o Paraná já elegeu seus representantes.

Beto Richa (PSDB) foi eleito Governador do Estado com 52,54% dos votos válidos, enquanto Osmar Dias (PDT) ficou com a segunda colocação, com 45,53%. A terceira colocação ficou com Paulo Salamuni (PV), com 1,41%.

Para o Senado Federal, foram eleitos Gleisi Hoffmann (PT), com 29,45% dos votos válidos, e Roberto Requião (PMDB), com 24,81%. Gustavo Fruet (PSDB), que chegou a liderar a pesquisa, terminou na terceira colocação, com 23,15%.