quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Testemunha combina o que dizer

Essa história de Brasília cheira mal. Trecho do vídeo de uma das testemunhas do PM

domingo, 16 de outubro de 2011

PHA desmistifica a morte

O sonho não acabou: Indignados 99% X 1% Cansados

Imagine
...

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man
Imagine all the people
Sharing all the world

....
John Lennon








Em mais de 1000 cidades do mundo, o povo foi às ruas contra a ganância e contra capitalismo neoliberal. O movimento é chamado de Indignados, e ganhou força com o sucesso da ocupação de Wall Street.


O lema é: os 99% da população não pode ficar submetida a sacrifícios e destruição para manter a ganância e privilégios dos 1% de CORRUPTORES, banqueiros e altos executivos.


As passeatas foram maiores onde a crise econômica ameaça mais, e onde está havendo mais desemprego: na Europa, EUA, Canadá, Japão, Austrália, etc.



No Brasil a marcha do CANSEI II diminuiu em relação ao 7 de setembro, porque ela tem a lógica inversa.


São os 1% da elite econômica e CORRUPTORES (que não se assumem, mas estão por trás da organização dos CANSADOS, financiando a infra-estrutura e o marqketing viral), que estão querendo conduzir os outros 99% bovinamente para o matadouro do neoliberalismo, visando aumentar os lucros e privilégios dos banqueiros, dos corruptos e corruptores.


As ruas também vão encher no Brasil quando os 99% da população resolverem fazer passeatas contra os 1% de CORRUPTORES e os corruptos que eles tem no bolso, por eles financiados.

Os amigos do Presidente Lula

A caserna está nua: corrupção e espionagem rondam ...

Desde 15 de agosto, a Procuradoria-Geral da República analisa uma representação encaminhada pelo Ministério Público Militar. Trata-se de um pedido de investigação “em desfavor” do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, citado num espinhoso escândalo de corrupção, talvez o mais ruidoso da Força em seus 363 anos de história. Ao todo, 25 oficiais de variadas patentes, incluindo sete generais e oito coronéis, são suspeitos de integrar um esquema que fraudou licitações, superfaturou contratos, fez pagamentos em duplicidade e pode ter desviado dos cofres públicos ao menos 15 milhões de reais entre 2003 e 2009, segundo os cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU).

Greg Heires: A história se repete

O acampamento de jovens manifestantes desencantados no distrito financeiro nova-iorquino destaca a crescente indignação que brota nos Estados Unidos em torno da desigualdade e da persistente crise trabalhista, dando lugar a comparações com fatos históricos semelhantes.



O movimento Occupy Wall Street (Ocupar Wall Steet), cujos protestes têm por epicentro a Liberty Plaza, no centro de Manhattan, gera comparações com as greves da década de 1930, realizadas pelos trabalhadores do setor automotivo, com a rebelião contracultural dos anos 1960 e com as revoltas da Primavera Árabe contra governos autoritários.

Desde então, os protestos se propagaram para mais de 30 cidades importantes, de Los Angeles, na Califórnia, até Atlanta, na Geórgia. É muito cedo para julgar se o Ocupar Wall Street será lembrado como a faísca que criou um movimento social para fazer retrocederem décadas de políticas neoliberais de desregulamentação, reduções tributárias e nos serviços públicos. É inegável que o protesto tocou uma fibra muito sensível com relação à alienação de milhões de pessoas que ficaram para trás durante a última era dourada do país.

“Isso reflete uma indignação generalizada pela economia funcionar somente para muitos poucos”, disse Robert Borosage, codiretor do Campaign for America’s Future, um centro progressista com sede em Washington. Essa revolta se reflete em duas das palavras de ordem dos manifestantes: “Os bancos foram resgatados, nós fomos vendidos” e “Somos 99%”.Os manifestantes se mostram indignados pelo fato de o governo dar US$ 787 bilhões aos principais bancos do país como ajuda após a crise financeira de 2008, enquanto destinou uma ajuda ínfima às classes pobre e média.

Os diplomados universitários estão presos em dívidas de dezenas de milhares de dólares a título de empréstimos estudantis, e são obrigados a voltar a viver com seus pais por não encontrarem emprego. Nos últimos anos, a desigualdade se aprofundou tanto nos Estados Unidos que é comparada à polarização que existiu há quase um século, antes da Grande Depressão. O 1% superior controla 33,8% da riqueza e 50,9% das ações, bônus e fundos mútuos da nação, segundo o Institute for Policy Studies, com sede em Washington.

Embora os titãs de Wall Street tenham prosperado, a classe média experimentou o que o economista Richard Freeman, da Universidade de Harvard, descreve como uma “década perdida” no começo do Século 21. A renda das famílias da classe média começou a ficar paralisada nos anos 1970, mas, na realidade, caíram, em média, de US$ 53,2 em 2000 para US$ 49,4 no ano passado, segundo o Escritório do Censo dos Estados Unidos.

Durante a primeira década deste século, a geração de empregos foi zero, a pior desde que começaram os registros. Os trabalhadores jovens não encontram trabalho de longo prazo, pelo qual o empregador realiza as contribuições tradicionais e podem ganhar um salário decente. A quantidade de desempregados (14 milhões) é praticamente a mesma existente durante a Grande Depressão.

O desemprego oficial é de 9,1%, mas a quantidade de desempregados praticamente duplica quando são incluídas pessoas que não buscam trabalho ativamente e trabalhadores de meio período que querem encontrar empregos em tempo integral. O desemprego médio dos adultos jovens com apenas um diploma de bacharel foi de 21,6% no ano passado. Para os universitários diplomados menores de 25 anos, a proporção foi de 9,6%.

Na Liberty Plaza, Gillian Cipriano, de 23 anos, queixou-se por não encontrar emprego depois de se formar em enfermagem, há menos de um ano. As políticas de austeridade do governo levam os hospitais públicos e privados a cortarem serviços e reduzirem as contratações, disse Gillian, que vive com seus pais em Staten Island, um dos cinco distritos da cidade. Borosage afirmou que o Ocupar Wall Street reflete um contragolpe nacional que começou com a oposição ao ataque do governador conservador Scott Walker contra os sindicatos em Wisconsin, onde os funcionários públicos não têm respeitados seus direitos de negociação coletiva.

A oposição lança raízes ali e em outros Estados onde governadores republicanos reduziram benefícios e proteções sindicais devido ao déficit que enfrentam. O Ocupar Wall Street ganhou um impulso importante quando vários sindicatos poderosos decidiram apoiar esse movimento. Dezenas de milhares de sindicalistas e outros simpatizantes fizeram uma manifestação no dia 5 em Foley Square, perto de um tribunal federal no centro de Manhattan, e marcharam cerca de um quilometro e meio até a Liberty Plaza.

Os manifestantes estão na Liberty Plaza desde 17 de setembro. Deles, cem ou duzentos dormem ali e outras centenas estão presentes durante o dia. Um grupo menor, inspirado em um chamado para realizar uma revolta por parte da revista canadense Adbuster, mudou-se para o local depois que a polícia desalojou seus integrantes quando montaram barracas em Wall Street. No começo, os meios de comunicação dominantes deram pouca atenção aos manifestantes, e inclusive os ridicularizaram. Porém, os ativistas saltaram para primeiro plano nacional depois que a polícia lançou gás pimenta contra algumas jovens. A prisão de 700 manifestantes no dia 1º na ponte do Brooklyn gerou maior interesse e deu nova força ao grupo.

Vídeos dos dois incidentes circularam no Youtube, servindo como ferramentas de organização para os manifestantes especialistas em tecnologia, que, como os ativistas dos levantes da Tunísia e do Egito, utilizaram seus telefones inteligentes para pedir apoio. Os manifestantes dizem não ter intenções de parar com o movimento, mesmo reconhecendo que o frio ou uma retirada pela polícia possam acabar forçando-os a abandonar o parque.

No momento, em sua cidade improvisada, realizam duas assembleias gerais diárias nas quais as decisões são tomadas por consenso, não por votação. Criaram um conta na internet que permite aos partidários de todo o mundo fazer doações e pagar pizzas em restaurantes próximos. Um gerador elétrico alimenta os computadores portáteis no Centro de Mídia. Uma biblioteca, uma área para dormir e outra para cuidados com a saúde. O grupo também publicou o The Occupied Wall Street Journal. “Buscamos uma democracia melhor. O mais importante é o modelo de nosso movimento, que é participativo e inclusivo”, afirmou Mark Bray, de 29 anos, que faz doutorado em história europeia.

Fonte: Envolverde/IPS

PT repudia jornalismo marrom de Veja

Nota da Liderança do PT na Câmara dos Deputados:

Na semana passada, a revista Veja sofreu uma condenação judicial. Acionada pelo deputado Vicentinho (PT-SP), a 13ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou a publicação, em processo de injúria, calúnia e difamação, a conceder-lhe direito de resposta.



Na mesma semana, a revista apareceu também no Wikileaks. Foram divulgados telegramas da embaixada americana em Brasília, dirigidos ao Departamento de Estado, nos quais afirma-se que matérias da Veja sobre o relacionamento do PT com as FARCs – incluindo o suposto financiamento de campanhas eleitorais do partido por aquela organização guerrilheira - eram absolutamente carentes de fundamentos. O caso foi relatado pela embaixada dos EUA como um exagero, além de uma tentativa de “manobra política” patrocinada pela publicação.

Para completar o período curto de uma semana, a revista se envolve em uma série de crimes, como o de quebra de privacidade contra o dirigente petista José Dirceu. Possivelmente, Veja instalou câmeras clandestinas no corredor de um hotel onde está o apartamento que fora ocupado pelo ex-presidente do PT, bem ao estilo do jornalismo de Murdoch e talvez até com mais ousadia que seu congênere australiano. Trata-se também de uma tentativa de chantagear a Justiça.

A Bancada do Partido dos Trabalhadores alerta a sociedade e as forças democráticas para o perigo que representa uma revista de grande circulação entrar no campo da provocação e da delinquência e lembra que a defesa democracia é dever de todos.

Brasília, 29 de agosto de 2011

Deputado Paulo Teixeira-PT/SP - Líder da Bancada na Câmara.

Ministro do Esporte processará a Veja

A revista Veja desembestou de vez. A cada semana ela aciona um de seus jagunços midiáticos para destruir reputações e ...

sábado, 15 de outubro de 2011

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A audiência pública da Lei Orçamentária Anual (LOA) 2012 de Campo Largo será realizada no dia 24 de outubro, conforme convocação assinada pelo prefeito Edson Basso. As audiências para discutir a LOA faz parte dos princípios Constitucionais e da Lei de Responsabilidade Fiscal. A audiência em Campo Largo começa às 14 horas, no Auditório do Centro Administrativo Municipal (Bloco 11).

TV do Paraná censura Dilma Rousseff

Os tucanos estão desequilibrados. No domingo passado, o governador Marconi Perillo, de Goiás, deu uma de valentão e se...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Blog do Bemvindo: SOBRE A MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO

Blog do Bemvindo: SOBRE A MARCHA CONTRA CORRUPÇÃO: A luta contra a corrupção é obrigação diária de todo e qualquer cidadão. Não se trata de uma coisa pontual onde se escolha apenas um dia por...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O maior massacre da história da humanidade

12 de outubro marca o início dos maiores massacres da história da humanidade. A chegada dos colonizadores, invadindo e ocupando o nosso continente – ate aí chamado Aby ayala pelas populações indígenas -, representava a chegada do capitalismo, com o despojo das riquezas naturais dos nossos países, da destruição das populações indígenas e a introdução da pior das selvagerias: a escravidão. Chegaram com a espada e a cruz, para dominar e oprimir, para impor seu poder militar e tentar impor sua religião.

Centenas de milhões de negros foram arrancados dos países, das suas famílias, do seu continente, à força, para serem trazidos como raça inferior, para produzir riquezas para as populações ricas da Europa branca e colonizadora. Uma grande proporção morria na viagem, os que chegavam tinham vida curta – de 7 a 9 anos -, porque era mais barato trazer nova leva de escravos da Africa.

Os massacres das populações indígenas e dos negros revelava como o capitalismo chegava ao novo continente jorrando sangue, demonstrando o que faria ao longo dos séculos de colonialismo e imperialismo. Fomos submetidos à chamada acumulação originária, aquele processo no qual as novas potências coloniais disputavam pelo mundo afora o acesso a matérias primas, mão de obra barata e mercados. A exploração colonial das Américas fez parte da disputa entre as potências coloniais no processo de revolução comercial, em que se definia quem estaria em melhores condições de liderar o processo de revolução industrial.

Durante mais de 4 séculos fomos reduzidos a isso. Os ciclos econômicos da nossa história foram determinados não por decisões das populações locais, mas das necessidades e interesses do mercado mundial, controlado pelas potências colonizadoras. Pau brasil, açúcar, açúcar, borracha, no nosso caso. Ouro, prata, cobre, carne, couro, e outras tantas riquezas do novo continente, foram sendo reiteradamente dilapidados em favor do enriquecimento das potências colonizadoras europeias.

Assim foi produzida a dicotomia entre o Norte rico e o Sul pobre, entre o poder e a riqueza concentrada no Norte – a que eles chamavam de “civilização” – e a pobreza e a opressão – a que eles chamavam de “barbárie”.

O início desse processo marca a data de hoje, que eles chamavam de "descoberta da América", como se não existissem as populações nativas antes que eles as “descobrissem”. No momento do quinto centenário buscaram abrandar a expressão, chamando de momento de “encontro de duas civilizações”. Um encontro imposto por eles, baseado na força militar, que desembocou no despojo, na opressão e na discriminação.

Não nos esqueçamos disso, demos à data seu verdadeiro significado, que nos permita entender o presente à luz desse tenebroso passado de exploração e de massacre das populações indígenas e das populações negras.

De Emir Sader, em seu blog na Carta Maior:

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Isso você não vê na grande imprensa

Protestos crescem em Nova York e se espalham para outras cidades

A INSURREIÇÃO AMERICANA

Mauro Santayana em seu blog

O movimento norte-americano contra a desigualdade social nos Estados Unidos ganhou um aliado de peso, a AFL-CIO, a antes toda poderosa organização sindical, que se encontrava em período letárgico, desde a morte de seu lendário presidente, George Meany, um pragmático e anticomunista, que se somava a qualquer governo. A retirada de Meany, em 1979, depois de 14 anos de mando, e sua morte, logo em seguida, coincidiram com a eleição de Reagan, o fim do welfare state, o thatcherismo, o neoliberalismo e a globalização da economia – enfim, com o que está aí. Não que Meany fosse exatamente um progressista, uma vez que o movimento sindical declinou sob sua liderança, mas o fato é que, ainda assim, a confederação de sindicatos dispunha de forte presença política.

Para os trabalhadores dos Estados Unidos, reduzidos os empregos e salários, a rearticulação de seu movimento sindical é uma esperança. Para os manifestantes contra Wall Street, que começam a assustar os meios conservadores do grande país, trata-se de uma aliança necessária, não para destruir o sistema capitalista, mas para que o Estado volte a domar as atividades econômicas e restaure as regras do jogo, nas relações entre o trabalho e o capital. Elas nunca foram justas, mas eram pelo menos suportáveis. A reação dos leitores do New York Times, divulgada em sua edição on-line, de ontem, é significativa. A imensa maioria dos comentários é de solidariedade com o movimento; e de protesto contra a renovada e crescente injustiça social do mais poderoso país do mundo.

Um leitor de Nova Iorque se diz sem saber o que fazer, porque não pode deixar o trabalho, a fim de participar das manifestações, nem dar parte de doente, porque necessita de atestado médico, mas deixa claro que “os republicanos que dizem que a regulamentação impede a expansão dos negócios, não passam de um monte de esterco de cavalo”. E acrescenta que gostaria de não usar mais o Chase e o Citibank, mas não pode. E termina mandando um recado para Washington e Wall Street: o povo está enraivecido e todos querem respostas contra o seu sistema corrupto.

Talvez seja ainda cedo para tocar finados pelo sistema capitalista. Ele é intrinsecamente astuto e, quando percebe que a situação está quase perdida, recua, concede alguma coisa aos trabalhadores, reduz seus ganhos, sacrifica alguns peões – e volta a imperar. Quando chega a oportunidade, recupera a posição anterior e volta à sua diretriz, de obtenção do maior lucro, com o aumento da carga de trabalho e a redução ao extremo dos salários. Muitos leitores consideram que é urgente colocar freios no capitalismo, sobretudo o financeiro.

Enfim, e de acordo com a sucinta observação de outro leitor, é preciso retornar ao contrato político inicial dos Estados Unidos, que previa a busca da igualdade entre todos os seus cidadãos.

Quando o governo impõe suas regras, como as impôs durante a administração Roosevelt e, de uma forma ou de outra, continuou a impô-las, até 1980, a prosperidade se faz sem o sacrifício insuportável dos trabalhadores. Os 48 anos de New Deal permitiram uma vida confortável para os norte-americanos e possibilitaram o fortalecimento bélico dos Estados Unidos, embora com a desapiedada exploração de outros povos.

As crises cíclicas do capitalismo, conforme a conhecida teoria de Kondratiev, são explicáveis em uma equação simples: maior renda para poucos e quase nenhuma renda para a imensa maioria correspondem a uma diminuição do consumo de bens, e essa diminuição do consumo atinge os produtores, no círculo vicioso que leva ao desemprego e à correspondente falência dos negócios. Enfim, sem salários não há consumo, sem consumo não há lucros, sem lucros, não há capitalismo.

O sistema bancário é o eixo da economia capitalista. Mas, no caso americano – que passou a ser o modelo mundial – desde a criação do FED, em 1913, os controladores fizeram da administração da moeda um segredo quase religioso. O famoso banqueiro Nicholas Biddle, que se opôs ao Presidente Andrew Jackson, e foi por ele derrotado durante seu mandato (1828-36) dizia, insolentemente, que seu banco – que tinha o privilégio da emissão da moeda – não tinha satisfações a dar, quer ao governo, quer ao público. Em 1829, antes que o conflito se agravasse, um grupo de cidadãos de Filadélfia (três jornalistas, um grande homem de negócios e dois líderes do incipiente movimento sindical) se reuniu, para discutir o problema bancário, e concluiu, em análise atualíssima do sistema:

“Os bancos são úteis, como instituições de depósito e transferências, admitimos sem qualquer dúvida, mas não podemos ver como esses benefícios que conferem possam ser assim tão grandes a ponto de compensar os males que produzem, na criação de artificial desigualdade da riqueza, e, por meio dela, de artificial desigualdade de poder” ( Free Trade Advocate, 9 de maio de 1829, citado por Arthur Schlesinger, Jr. em The Age of Jackson, 1945).

Troquem-se os nomes de Nicholas Biddle, o arrogante banqueiro de Filadélfia, pelo dos dirigentes do Goldman Sachs, e o de Jackson pelo de Obama, e temos situação semelhante – com uma diferença. Jackson era Jackson, que peitou os banqueiros e os venceu, com a fragmentação do sistema e o surgimento dos pequenos e médios bancos estaduais, possibilitando a grande expansão industrial dos oitocentos. E Obama é apenas uma esperança quase desfeita.

Mas hoje, como os fatos mostram, as massas podem reunir-se rapidamente, graças à comunicação instantânea – e, apesar da repressão - dizer o que pensam da realidade e exigir as mudanças.