Do Vermelho
O governo italiano, tão empenhado na extradição de Cesare Battisti, adota postura diferente no caso do uruguaio Jorge Troccoli.
Capitão da marinha uruguaia, Troccoli teve uma atuação bastante ativa na tristemente famosa “Operação Condor” (que contou com a participação das ditaduras militares do Uruguai e de outros países sul-americanos), tendo sido responsável pela tortura e morte de mais de uma centena de opositores desses regimes, entre 1975 e 1983. Em 2002, o governo do Sr. Silvio Berlusconi – em sua segunda passagem pela chefia do gabinete de ministros da Itália - concedeu cidadania italiana ao Capitão Troccoli, mesmo sabendo das acusações de crime contra a humanidade que pesavam contra ele.
Em setembro do ano passado, o ministro da justiça da Itália, Angelino Alfano, negou-se à extraditar Troccoli para o Uruguai, alegando que ele é cidadão italiano, tomando como base jurídica um tratado assinado entre os dois países em 1879. Portanto, o mesmo governo que nega-se a extraditar um notório torturador, utilizando dessas filigranas jurídicas, é o mesmo que se considera ofendido pela não-extradição de Battisti, que seguiu todas as normas da legislação brasileira, que por sua vez se baseia em uma série de convenções internacionais.
"O curioso é que o governo de Berlusconi negou a extradição de Troccoli para o Uruguai, alegando dupla cidadania", comentou o editor da página Gramsci e o Brasil, Luiz Sérgio Henriques. Henriques argumenta que o caso Troccoli tem "muitas semelhanças" com o de Battisti: "não faltaram pressões diplomáticas do governo uruguaio, recursos às instâncias do Judiciário italiano, etc.", e conclui: "mas o governo de Berlusconi parece irredutível na sua decisão sobre Troccoli, 'o Battisti uruguaio', no dizer do jornal L’Unità. E se trata de um episódio recente, cujas escaramuças diplomáticas e judiciárias mais dramáticas ocorreram em 2008".
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Aquífero Guarani
Do Blog do Abelha
Água, sempre Água! Lençol subterrâneo gigante: é o Aquífero Guarani
Ricardo Arnt
Não bastasse a concentração de água doce em território brasileiro, com as bacias fluviais do Amazonas, do São Francisco, do Paraná e do Paraguai, há mais, muito mais, debaixo do solo. Na década de 50, a Petrobrás descobriu o Aqüífero Guarani, um vasto lençol subterrâneo que corre por oito estados e três nações vizinhas.
Agora, a Embrapa começou a tomar as primeiras providências para que essa riqueza estratégica não seja contaminada por agrotóxicos. Todas as lavouras existentes sobre o aqüífero estão sendo mapeadas.
Em 1997, o geólogo Gerôncio Albuquerque da Rocha, do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), calculou o volume do Guarani. Seu manto de arenito poroso embebido em água se estende por 1,3 milhão de quilômetros quadrados (uma área maior que a França, Espanha e Portugal juntos), contendo 50 quatrilhões de um dos líquidos mais puros do planeta. Trata-se de água da chuva que escorreu lentamente para o subsolo, durante 100 milhões de anos, depurando-se, e que ocupa, hoje, profundidades entre 50 e 1 500 metros. O suficiente para abastecer a população do mundo inteiro por uma década. É mais do que a água que corre em todos os rios do planeta em um ano (isto é, 43 quatrilhões de litros). O Brasil é o maior proprietário de água potável do mundo.
O Guarani repousa embaixo da terra praticamente intocado. Abastece apenas algumas cidades, como São José do Rio Preto (cuja excelência da sua cerveja advém da pureza da água do aqüífero). E pode ser a solução de longo prazo para grandes densidades urbanas ou áreas em processo de desertificação, como o oeste do Rio Grande do Sul e o sul de Goiás. Não é um mar subterrâneo nem um lago, mas uma camada de arenito poroso encharcada de água – uma espécie de esponja rochosa. Em alguns pontos, cavando-se um poço artesiano a água jorra sem ajuda de bombas.
Como se sabe, 97,3% da água do planeta está nos oceanos; 2% nas calotas polares e no vapor d´água da atmosfera, inacessíveis; o 0,7% restante dos rios, lagos e aqüíferos é o que nos abastece. Enquanto os povos do Oriente Médio penam por algumas gotas e guerreiam por água, a exemplo do que ocorre com a ocupação israelense das nascentes nas colinas de Golan, o brasileiro é dono de 20% do total da água potável disponível na Terra.
Para nós, o risco de esgotamento é remoto, desde que o Brasil adquira a competência de preservar suas fontes murmurantes e manejar a abundância com método. Objetivo do qual está muito, muito, longe. O desperdício brasileiro só pode ser comparável à sua abundância. A piada entre os estudiosos é que, para tomar um copo dágua, gastamos mais dois lavando o copo ¾ e vão-se três. Efetivamente, na Região Sudeste, as próprias companhias de abastecimento perdem, em média, 30% da água tratada em vazamentos.
E no Nordeste ¾ onde falta água! ¾ a perda, em algumas cidades, chega a 60%! Duro, né? “Se isso não mudar”, diz o geólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo, “pode haver muita água no país, mas um dia vai faltar na nossa torneira”. Em cinqüenta anos, a água será uma commodity e as ações de companhias de água serão blue chips na Bolsa de Valores. Hoje, a Coréia já exporta navios-tanque de água doce para o Japão. Qual será o papel do Brasil num futuro de escassez de recursos hídricos?
Fonte: ISA - INSTITUTO SOCIO-AMBIENTAL - www.socioambiental.org
Água, sempre Água! Lençol subterrâneo gigante: é o Aquífero Guarani
Ricardo Arnt
Não bastasse a concentração de água doce em território brasileiro, com as bacias fluviais do Amazonas, do São Francisco, do Paraná e do Paraguai, há mais, muito mais, debaixo do solo. Na década de 50, a Petrobrás descobriu o Aqüífero Guarani, um vasto lençol subterrâneo que corre por oito estados e três nações vizinhas.
Agora, a Embrapa começou a tomar as primeiras providências para que essa riqueza estratégica não seja contaminada por agrotóxicos. Todas as lavouras existentes sobre o aqüífero estão sendo mapeadas.
Em 1997, o geólogo Gerôncio Albuquerque da Rocha, do Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo (DAEE), calculou o volume do Guarani. Seu manto de arenito poroso embebido em água se estende por 1,3 milhão de quilômetros quadrados (uma área maior que a França, Espanha e Portugal juntos), contendo 50 quatrilhões de um dos líquidos mais puros do planeta. Trata-se de água da chuva que escorreu lentamente para o subsolo, durante 100 milhões de anos, depurando-se, e que ocupa, hoje, profundidades entre 50 e 1 500 metros. O suficiente para abastecer a população do mundo inteiro por uma década. É mais do que a água que corre em todos os rios do planeta em um ano (isto é, 43 quatrilhões de litros). O Brasil é o maior proprietário de água potável do mundo.
O Guarani repousa embaixo da terra praticamente intocado. Abastece apenas algumas cidades, como São José do Rio Preto (cuja excelência da sua cerveja advém da pureza da água do aqüífero). E pode ser a solução de longo prazo para grandes densidades urbanas ou áreas em processo de desertificação, como o oeste do Rio Grande do Sul e o sul de Goiás. Não é um mar subterrâneo nem um lago, mas uma camada de arenito poroso encharcada de água – uma espécie de esponja rochosa. Em alguns pontos, cavando-se um poço artesiano a água jorra sem ajuda de bombas.
Como se sabe, 97,3% da água do planeta está nos oceanos; 2% nas calotas polares e no vapor d´água da atmosfera, inacessíveis; o 0,7% restante dos rios, lagos e aqüíferos é o que nos abastece. Enquanto os povos do Oriente Médio penam por algumas gotas e guerreiam por água, a exemplo do que ocorre com a ocupação israelense das nascentes nas colinas de Golan, o brasileiro é dono de 20% do total da água potável disponível na Terra.
Para nós, o risco de esgotamento é remoto, desde que o Brasil adquira a competência de preservar suas fontes murmurantes e manejar a abundância com método. Objetivo do qual está muito, muito, longe. O desperdício brasileiro só pode ser comparável à sua abundância. A piada entre os estudiosos é que, para tomar um copo dágua, gastamos mais dois lavando o copo ¾ e vão-se três. Efetivamente, na Região Sudeste, as próprias companhias de abastecimento perdem, em média, 30% da água tratada em vazamentos.
E no Nordeste ¾ onde falta água! ¾ a perda, em algumas cidades, chega a 60%! Duro, né? “Se isso não mudar”, diz o geólogo Aldo Rebouças, da Universidade de São Paulo, “pode haver muita água no país, mas um dia vai faltar na nossa torneira”. Em cinqüenta anos, a água será uma commodity e as ações de companhias de água serão blue chips na Bolsa de Valores. Hoje, a Coréia já exporta navios-tanque de água doce para o Japão. Qual será o papel do Brasil num futuro de escassez de recursos hídricos?
Fonte: ISA - INSTITUTO SOCIO-AMBIENTAL - www.socioambiental.org
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Rodrigo Vianna: Folha queria usar religião contra Dilma
Estranhei quando vi a “reportagem” da “Folha” logo cedo nesse domingo (10): os jornalistas Valdo Cruz, Simone Iglesias e Breno Costa trouxeram - no pé de uma matéria na página A9 – a informação de que Dilma retirara o crucifixo do gabinete e a Bíblia da mesa de trabalho do Palácio do Planalto.
Por Rodriogo Vianna, no Escrevinhador
Uma pulga atrás da orelha: por que o jornal não deu foto, mostrando o gabinete “antes” (com crucifixo e Bíblia) e “depois” (sob a intervenção da malvada presidenta atéia)?
E, se o fato era tão importante (a ponto de os editores botarem em primeira página), por que os repórteres incluíram a informação no pé e não na abertura do texto? Jabuti não sobe em árvore – é o que dizem. O assunto talvez não interessasse aos jornalistas que assinaram a matéria, mas certamente interessou aos donos do jornal.
E certamente interessa à direita que trouxe a religião para o centro do debate político, sob os auspícios de Serra, na última campanha eleitoral. É uma forma de mandar o recado: nós avisamos, ela é a favor do aborto, não é religiosa, esses comunistas são perigosos!
Pois bem. Isso estava evidente. Mas o mais interessante veio no começo da tarde. A minstra-chefe da Secom, Helena Chagas, usou o twitter para desmentir a “Folha”. Entendam bem: a ministra não minimizou, não tentou explicar a decisão (que, aliás, seria legítima) de retirar curcifixo e Bíblia. Não! A ministra, simplesmente desmentiu o jornal!
E o curioso: desmentiu não com nota oficial, mas pelo twitter!!!
O que disse Helena Chagas:
- “Pessoal, só esclarecendo:a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança”;
- “Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo,é de origem portuguesa. Mais: Dilma também não tirou a bíblia do gabinete.”;
- “A bíblia está na sala contígua, em cima de uma mesa – onde, por sinal, a presidenta já a encontrou ao chegar ao Planalto. Por fim…”;
- “…um último detalhe: embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop.”
Ou seja: segundo a ministra, a “Folha” errou no factual!
A “Folha” pode detestar a Dilma, e pode até achar que deve insuflar a direita religiosa. Mas, pra isso, precisa se ater aos fatos!
De todo jeito, sejamos cuidadosos: vamos aguardar as explicações do jornal da família Frias…
Esse espisódio, do “crucifixogate”, tem tudo pra entrar na mesma lista do “bolinhagate”, do grampo sem áudio e da ficha falsa da Dilma! Com um detalhe extra: ao desmentir o jornal pelo twitter, Helena Chagas não deixa de mandar um recado pra turma da Barão de Limeira – vocês já não estão com essa bola toda.
Humilhante: o maior jornal (?!) do país desmentido pelo twitter!
Por Rodriogo Vianna, no Escrevinhador
Uma pulga atrás da orelha: por que o jornal não deu foto, mostrando o gabinete “antes” (com crucifixo e Bíblia) e “depois” (sob a intervenção da malvada presidenta atéia)?
E, se o fato era tão importante (a ponto de os editores botarem em primeira página), por que os repórteres incluíram a informação no pé e não na abertura do texto? Jabuti não sobe em árvore – é o que dizem. O assunto talvez não interessasse aos jornalistas que assinaram a matéria, mas certamente interessou aos donos do jornal.
E certamente interessa à direita que trouxe a religião para o centro do debate político, sob os auspícios de Serra, na última campanha eleitoral. É uma forma de mandar o recado: nós avisamos, ela é a favor do aborto, não é religiosa, esses comunistas são perigosos!
Pois bem. Isso estava evidente. Mas o mais interessante veio no começo da tarde. A minstra-chefe da Secom, Helena Chagas, usou o twitter para desmentir a “Folha”. Entendam bem: a ministra não minimizou, não tentou explicar a decisão (que, aliás, seria legítima) de retirar curcifixo e Bíblia. Não! A ministra, simplesmente desmentiu o jornal!
E o curioso: desmentiu não com nota oficial, mas pelo twitter!!!
O que disse Helena Chagas:
- “Pessoal, só esclarecendo:a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança”;
- “Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo no início do governo,é de origem portuguesa. Mais: Dilma também não tirou a bíblia do gabinete.”;
- “A bíblia está na sala contígua, em cima de uma mesa – onde, por sinal, a presidenta já a encontrou ao chegar ao Planalto. Por fim…”;
- “…um último detalhe: embora goste de trabalhar com laptop, a presidenta não mudou o computador da mesa de trabalho. Continua sendo um desktop.”
Ou seja: segundo a ministra, a “Folha” errou no factual!
A “Folha” pode detestar a Dilma, e pode até achar que deve insuflar a direita religiosa. Mas, pra isso, precisa se ater aos fatos!
De todo jeito, sejamos cuidadosos: vamos aguardar as explicações do jornal da família Frias…
Esse espisódio, do “crucifixogate”, tem tudo pra entrar na mesma lista do “bolinhagate”, do grampo sem áudio e da ficha falsa da Dilma! Com um detalhe extra: ao desmentir o jornal pelo twitter, Helena Chagas não deixa de mandar um recado pra turma da Barão de Limeira – vocês já não estão com essa bola toda.
Humilhante: o maior jornal (?!) do país desmentido pelo twitter!
domingo, 9 de janeiro de 2011
Já é um começo de golpe
Do Direto da Redação
Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.
Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.
O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.
Quem leu as revelações do Wikileaks quanto as opiniões dos EUA sobre Lula, considerado suspeito, e Celso Amorim, considerado antiamericano, e que acompanhou a campanha contra a eleição de Dilma, sabe muito bem haver interesses de grupos internacionais em provocar uma crise institucional no Brasil.
Será também a maneira de grupos econômicos estrangeiros impedirem a atual emergência do país como potência mundial. A Itália neofascista de Berlusconi com seu desejo de recuperar um antigo militante esquerdista é apenas uma providencial pretexto para os grupos políticos e econômicos internacionais incomodados com o Brasil líder do G-20 e vitorioso contra os EUA na OMC.
O que se quer agora, com o caso Battisti, é subverter as instituições brasileiras, mergulhar-se o país numa confusão entre o poder do Executivo e o poder do Judiciário, anular-se uma decisão do ex-presidente Lula para se abrir o caminho a que governança do Brasil seja sujeita à aprovação do STF. Para isso conta-se, como em 1964, com os vendilhões da nossa soberania e com os golpistas da grande imprensa.
Simples e prático, para se evitar que a presidente Dilma governe, vai se tentar lhe por um cabresto e toda decisão sua que desagrade grupos internacionais deverá ser anulada pelo STF. Por exemplo, a questão da exploração petrolífera do pré-sal poderá ser uma das próximas ações confiadas ao STF.
Se Dilma quiser renacionalizar as comunicações, já que a telefonia é questão estratégica, o STF poderá dizer Não e também optar pela privatização da Petrobras. Delírio ? Não, os neoliberais inimigos de Lula e da política nacionalista, derrotados nas eleições, poderão subrepticiamente retirar, pouco a pouco, os poderes da presidenta e do Legislativo, para que fique apenas com o STF o governo ou o desgoverno do Brasil.
O próprio advogado de Cesare Battisti, acostumado com leis e recursos, nunca viu uma decisão presidencial ser posta em dúvida por um ministro do STF, e por isso falou em « golpe » tal como havíamos alertado.
Por sua vez, o atual governador do Rio Grande do Sul, que aceitou o pedido de refúgio de Battisti quando ministro da Justiça, não aguentou a decisão do ministro Cezar Peluso do STF de colocar em, questão a validade da decisão do presidente Lula e declarou como « ilegal » e « ditatorial » o ato do ministro Peluso, do qual decorre um « prejuízo institucional grave » para o país e um « abalo à soberania nacional ».
Faz dois anos, Tarso Genro concedeu refúgio a Battisti, que deveria estar em liberdade desde essa época. Mas o ato liberatório foi sustado pelo ministro Gilmar Mendes, que submeteu a questão ao STF, o que já consistia um ato arbitrario. Embora os ministros tenham decidido por 5 a 4 pela extradição, competia ao presidente a decisão final, o que foi reconhecido, depois de uma tentativa de reabertura do julgamento.
O presidente Lula justificando seu ato, dentro do permitido pelo Tratado mútuo de Extradição entre Brasil e Itália, com base num documento da Advocacía Geral da União, negou a extradição e a própria Itália entendeu o ato como definitivo. Ora, a decisão do ministro Cezar Peluso de pôr em dúvida a decisão do presidente Lula e reabrir a questão vai além de sua competência e fere uma decisão soberana.
É tentativa ou já é golpe, no entender do advogado Luiz Roberto Barroso, é ilegal e ditatorial segundo o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, opiniões que vão no mesmo sentido de Dalmo Dallari e de outros juristas.
O que iremos viver, quando o ministro Gilmar Mendes se dignar a colocar na agenda do STF o « julgamento da decisão do presidente Lula », se a maioria, por um voto que seja, decidir anular a decisão de Lula ? Será que a presidenta Dilma aceitará essa intromissão do STF no poder do Executivo ? Em todo caso, será o caos.
É hora de reagir, antes que seja tarde demais.
Se você faz parte dos 87% que apoiavam o governo Lula, fique alerta – no mais escondido covil de serpentes e escorpiões trama-se um golpe institucional contra o governo de Dilma, mesmo se esse governo começou com 62% de aprovação popular.
Desta vez, ao contrário do golpe de 1964 não se trama nos quartéis com o apoio declarado dos Estados Unidos. A trama é bem mais sutil – não se acena com a paranóia do perigo vermelho, mas com base em pretensos arrazoados jurídicos se quer desmoralizar e desautorizar o ex-presidente Lula e se colocar no ridículo a presidenta Dilma, que será destituída do poder de decisão.
O golpe não parece financiado só por dólares americanos, como no passado, mas igualmente por euros vindos da Itália. Aparentemente trata-se da extradição ou não extradição de um antigo militante italiano, Cesare Battisti, condenado num processo italiano fajuto à prisão perpétua, mas a verdade submersa do iceberg é bem outra.
Quem leu as revelações do Wikileaks quanto as opiniões dos EUA sobre Lula, considerado suspeito, e Celso Amorim, considerado antiamericano, e que acompanhou a campanha contra a eleição de Dilma, sabe muito bem haver interesses de grupos internacionais em provocar uma crise institucional no Brasil.
Será também a maneira de grupos econômicos estrangeiros impedirem a atual emergência do país como potência mundial. A Itália neofascista de Berlusconi com seu desejo de recuperar um antigo militante esquerdista é apenas uma providencial pretexto para os grupos políticos e econômicos internacionais incomodados com o Brasil líder do G-20 e vitorioso contra os EUA na OMC.
O que se quer agora, com o caso Battisti, é subverter as instituições brasileiras, mergulhar-se o país numa confusão entre o poder do Executivo e o poder do Judiciário, anular-se uma decisão do ex-presidente Lula para se abrir o caminho a que governança do Brasil seja sujeita à aprovação do STF. Para isso conta-se, como em 1964, com os vendilhões da nossa soberania e com os golpistas da grande imprensa.
Simples e prático, para se evitar que a presidente Dilma governe, vai se tentar lhe por um cabresto e toda decisão sua que desagrade grupos internacionais deverá ser anulada pelo STF. Por exemplo, a questão da exploração petrolífera do pré-sal poderá ser uma das próximas ações confiadas ao STF.
Se Dilma quiser renacionalizar as comunicações, já que a telefonia é questão estratégica, o STF poderá dizer Não e também optar pela privatização da Petrobras. Delírio ? Não, os neoliberais inimigos de Lula e da política nacionalista, derrotados nas eleições, poderão subrepticiamente retirar, pouco a pouco, os poderes da presidenta e do Legislativo, para que fique apenas com o STF o governo ou o desgoverno do Brasil.
O próprio advogado de Cesare Battisti, acostumado com leis e recursos, nunca viu uma decisão presidencial ser posta em dúvida por um ministro do STF, e por isso falou em « golpe » tal como havíamos alertado.
Por sua vez, o atual governador do Rio Grande do Sul, que aceitou o pedido de refúgio de Battisti quando ministro da Justiça, não aguentou a decisão do ministro Cezar Peluso do STF de colocar em, questão a validade da decisão do presidente Lula e declarou como « ilegal » e « ditatorial » o ato do ministro Peluso, do qual decorre um « prejuízo institucional grave » para o país e um « abalo à soberania nacional ».
Faz dois anos, Tarso Genro concedeu refúgio a Battisti, que deveria estar em liberdade desde essa época. Mas o ato liberatório foi sustado pelo ministro Gilmar Mendes, que submeteu a questão ao STF, o que já consistia um ato arbitrario. Embora os ministros tenham decidido por 5 a 4 pela extradição, competia ao presidente a decisão final, o que foi reconhecido, depois de uma tentativa de reabertura do julgamento.
O presidente Lula justificando seu ato, dentro do permitido pelo Tratado mútuo de Extradição entre Brasil e Itália, com base num documento da Advocacía Geral da União, negou a extradição e a própria Itália entendeu o ato como definitivo. Ora, a decisão do ministro Cezar Peluso de pôr em dúvida a decisão do presidente Lula e reabrir a questão vai além de sua competência e fere uma decisão soberana.
É tentativa ou já é golpe, no entender do advogado Luiz Roberto Barroso, é ilegal e ditatorial segundo o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, opiniões que vão no mesmo sentido de Dalmo Dallari e de outros juristas.
O que iremos viver, quando o ministro Gilmar Mendes se dignar a colocar na agenda do STF o « julgamento da decisão do presidente Lula », se a maioria, por um voto que seja, decidir anular a decisão de Lula ? Será que a presidenta Dilma aceitará essa intromissão do STF no poder do Executivo ? Em todo caso, será o caos.
É hora de reagir, antes que seja tarde demais.
Justiça determina que Twitter forneça detalhes sobre documentos divulgados pelo Wikileaks
O Tribunal Regional de Virginia, nos Estados Unidos, acatou a liminar ingressada pelo governo norte-americano que exige da rede social Twitter detalhes sobre pessoas envolvidas com o site Wikileaks. O tribunal informou ter requisitado os nomes de usuários, os endereços, o histórico de conexões, os números de telefone e os detalhes de pagamento. Os principais investigados são o fundador do Wikileaks, Julian Assange, e a deputada Birgitta Jónsdóttir, da Islândia.
Assange criticou a decisão da Justiça classificando-a de “intimidação”. "[Por exemplo], se o governo do Irã tentasse obter essa informação coercitivamente de jornalistas ou ativistas de países estrangeiros, grupos de direitos humanos todos se pronunciariam", disse Assange. Segundo ele, só houve a decisão liminar "graças a ação legal do Twitter".
Assange criticou a decisão da Justiça classificando-a de “intimidação”. "[Por exemplo], se o governo do Irã tentasse obter essa informação coercitivamente de jornalistas ou ativistas de países estrangeiros, grupos de direitos humanos todos se pronunciariam", disse Assange. Segundo ele, só houve a decisão liminar "graças a ação legal do Twitter".
Vergonha para a Prefeitura Municipal de Campo Largo
A assessoria de imprensa da Prefeitura não sabe por que o convenio com os correios não foi renovado. Será que os vereadores também não sabem?
Mais uma vergonha da Administração Edson Basso.
Mais uma vergonha da Administração Edson Basso.
Paulo Bernardo desmente que governo tenha desistido de regular a mídia
O Partido da Imprensa Golpista (PiG) que coloque as barbas de molho, pois o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, desmentiu que o governo Dilma Rousseff tenha desistido de regulamentar a mídia no país.
Pelo Twitter, Bernardo desmentiu o boato. Segundo ele, “alguém inventou” essa história:
“@Paulo_Bernardo: Não disse. Alguém inventou RT @danieldantas79: @Paulo_Bernardo alias: o sr disse q governo vai enterrar projeto de regulamentação da mídia??”
domingo, 2 de janeiro de 2011
Oposição derrotada nas urnas prega assassinato de Dilma
Quer ver mais. CLIQUE AQUI
Será que essa juventude não sabe que está cometendo um crime? Eles se acham acima do bem e do mal?
Reproduzo acima o perfil de alguns desses criminosos, para que alguma autoridade tome providência no sentido de colocar um bom número desses na cadeia.
Isso tudo é resultado da obra de José Serra e de sua mídia, que instigaram ódio na sociedade.
A decadência dos jornalões
Por Rodrigo Vianna, do blog Escrevinhador
Por dever de ofício cheguei cedo à redação da TV, em Brasília, nesse primeiro de janeiro.
Com o pensamento ainda enevoado pela noite mal-dormida, vi sobre a mesa do chefe de reportagem os três principais (?) jornais do país.
Demorei pra entender que aquela capa de “O Globo” era mesmo a capa do dia em que Lula passaria a faixa para Dilma: acima da dobra, nenhuma referência à posse. Apenas fotos da queim,a de fogos no Rio. Como se nada estivesse acontecendo no Brasil. A manchete de “O Globo” era para a “retomada” do orgulho carioca – com olimpíada, Copa e combate ao tráfico. Uma capa provinciana de um jornal provinciano. Sobre Dilma , o destaque (quase no pé da primeira página) de “O Globo” era: “No adeus, Lula deixa para Dilma crise diplomática com a Itália”. Ah, então tá bom. Lula deixa só isso? O presidente mais popular desde Vargas merece isso apenas no dia em que vai embora? “O Globo” fazia oposição a Vargas, como fez – de forma cerrada – a Lula. Mas no passado era menos chinfrim. Pra que Casseta e Planeta se existe a primeira página de “O Globo”?
A “Folha” também é a “Folha” de sempre. Mais importante que Dilma ou Lula é a opinião da “Folha” sobre Dilma e Lula! O editorial em primeira página é cheio de termos que lembram o “Estadão” de outros tempos: “o grande repto que se apresenta à nova mandatária”… Repto? E a “Folha” – no editorial que ocupa um terço da primeira página – segue a ensinar Dilma: saiba como governar, aprenda com a gente aqu na Barão de Limeira! Dilma deve es estar muuito agradecida pela lição em primeira página.
O “Estadão”, como sempre, é o mais correto. Vai no factual. Manchete principal: “Começa o governo Dilma”. Sem arroubos, sem invencionice, sem provincianismo, sem “lição de governo” em primeira página . A história de Battisti está na capa, mas de maneira sóbria. O “Estadão”, todo mundo sabe, faz oposição ao lulismo. É um jornal conservador. Mas ainda tenta ser um jornal.
As capas indicam o que se pode esperar do velho jornalismo no governo Dilma. Decadência, sem nenhuma elegância.
Mas não posso escrever mais: preciso correr pra praça dos Três Poderes, de onde vou acompanhar a posse – participando da transmissão na Record.
Bom 2011 a todos!
Por dever de ofício cheguei cedo à redação da TV, em Brasília, nesse primeiro de janeiro.
Com o pensamento ainda enevoado pela noite mal-dormida, vi sobre a mesa do chefe de reportagem os três principais (?) jornais do país.
Demorei pra entender que aquela capa de “O Globo” era mesmo a capa do dia em que Lula passaria a faixa para Dilma: acima da dobra, nenhuma referência à posse. Apenas fotos da queim,a de fogos no Rio. Como se nada estivesse acontecendo no Brasil. A manchete de “O Globo” era para a “retomada” do orgulho carioca – com olimpíada, Copa e combate ao tráfico. Uma capa provinciana de um jornal provinciano. Sobre Dilma , o destaque (quase no pé da primeira página) de “O Globo” era: “No adeus, Lula deixa para Dilma crise diplomática com a Itália”. Ah, então tá bom. Lula deixa só isso? O presidente mais popular desde Vargas merece isso apenas no dia em que vai embora? “O Globo” fazia oposição a Vargas, como fez – de forma cerrada – a Lula. Mas no passado era menos chinfrim. Pra que Casseta e Planeta se existe a primeira página de “O Globo”?
A “Folha” também é a “Folha” de sempre. Mais importante que Dilma ou Lula é a opinião da “Folha” sobre Dilma e Lula! O editorial em primeira página é cheio de termos que lembram o “Estadão” de outros tempos: “o grande repto que se apresenta à nova mandatária”… Repto? E a “Folha” – no editorial que ocupa um terço da primeira página – segue a ensinar Dilma: saiba como governar, aprenda com a gente aqu na Barão de Limeira! Dilma deve es estar muuito agradecida pela lição em primeira página.
O “Estadão”, como sempre, é o mais correto. Vai no factual. Manchete principal: “Começa o governo Dilma”. Sem arroubos, sem invencionice, sem provincianismo, sem “lição de governo” em primeira página . A história de Battisti está na capa, mas de maneira sóbria. O “Estadão”, todo mundo sabe, faz oposição ao lulismo. É um jornal conservador. Mas ainda tenta ser um jornal.
As capas indicam o que se pode esperar do velho jornalismo no governo Dilma. Decadência, sem nenhuma elegância.
Mas não posso escrever mais: preciso correr pra praça dos Três Poderes, de onde vou acompanhar a posse – participando da transmissão na Record.
Bom 2011 a todos!
A LUTA CONTINUA , COMPANHEIROS
"...Os adversários são os mesmos, os preconceitos são maiores ... A gente vai ter que estar ao lado dela, para que a gente possa provar que a mulher tem competência e vai governar este país com muita qualidade...porque o Brasil não pode parar" (Lula, sobre Dilma, no comício em São Bernardo, sábado à noite, onde dançou ao som de 'Menino da Porteira', com dona Marisa; 02/01/2011)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Mais um fim de ano
Chegando ao fim de mais um ano, quero desejar, a todos os que por aqui passam, um feliz ANO NOVO, um ano cheio de PAZ, AMOR.
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Mamãe Copel
Do blog do Esmael
A Copel (Companhia Paranaense de Energia) não é uma mãe, mas age como tal ao reforçar o salário de alguns secretários do futuro governador eleito Beto Richa (PSDB).
A Copel (Companhia Paranaense de Energia) não é uma mãe, mas age como tal ao reforçar o salário de alguns secretários do futuro governador eleito Beto Richa (PSDB).
Além de receber salário mensal de R$ 18,9 mil, os felizes secretários ainda vão abocanhar um reforço de R$ 4,9 mil oriundos do Conselho de Administração e Fiscal da estatal de energia.
José Richa “Pepe” Filho (Infraestrutura e Transportes), Ivan Lelis Bonilha (Procuradoria Geral), Luiz Carlos Hauly (Fazenda) e Luiz Eduardo Sebastiani (Administração) foram eleitos nesta segunda-feira (27) para a mamata.
O salário mínimo nacional será de apenas R$ 540 (quinhentos e quarenta reais). Ou seja, os escolhidos de Beto receberão R$ 23,8 mil ou 44 vezes a mais que um trabalhador que bate o cartão com jornada de oito horas diárias.
O secretariado não precisa bater cartão.
Veja: má vontade e preconceito conduzem à cegueira
Resposta do ministro Jorge Hage a editorial de balanço da revista Veja:
Brasília, 27 de dezembro de 2010.Sr. Editor,Apesar de não surpreender a ninguém que haja acompanhado as edições da sua revista nos últimos anos, o número 52 do ano de 2010, dito de “Balanço dos 8 anos de Lula”, conseguiu superar-se como confirmação final da cegueira a que a má vontade e o preconceito acabam por conduzir.Qualquer leitor que não tenha desembarcado diretamente de Marte na noite anterior haverá de perguntar-se “de que país a Veja está falando?”. E, se o leitor for um brasileiro e não integrar aquela ínfima minoria de 4% que avalia o Governo Lula como ruim ou péssimo, haverá de enxergar-se um completo idiota, pois pensava que o Governo Lula fora ótimo, bom ou regular. Se isso se aplica a todas as “matérias” e artigos da dita retrospectiva, quero deter-me especialmente às páginas não-numeradas e não-assinadas, sob o título “Fecham-se as cortinas, termina o espetáculo”. Ali, dentre outras raivosas
adjetivações (e sem apontar quaisquer fatos, registre-se), o Governo Lula é apontado como “o mais corrupto da República”.Será ele o mais corrupto porque foi o primeiro Governo da República que colocou a Polícia Federal no encalço dos corruptos, a ponto de ter suas operações criticadas por expor aquelas pessoas à execração pública? Ou por ser o primeiro que levou até governadores à cadeia, um deles, aliás, objeto de matéria nesta mesma edição de Veja, à página 81? Ou será por ser este o primeiro Governo que fortaleceu a Controladoria-Geral da União e deu-lhe liberdade para investigar as fraudes que ocorriam desde sempre, desbaratando esquemas mafiosos que operavam desde os anos 90, (como as Sanguessugas, os Vampiros, os Gafanhotos, os Gabirus e tantos mais), e, em parceria com a PF e o Ministério Público, propiciar os inquéritos e as ações judiciais que hoje já se contam pelos milhares? Ou por ter indicado para dirigir o Ministério Público Federal o nome escolhido em primeiro lugar pelos membros da categoria, de modo a dispor da mais ampla autonomia de atuação, inclusive contra o próprio Governo, quando fosse o caso? Ou já foram esquecidos os tempos do “Engavetador-Geral da República”?Ou talvez tenha sido por haver criado um Sistema de Corregedorias que já expulsou do serviço público mais de 2.800 agentes públicos de todos os níveis, incluindo altos funcionários como procuradores federais e auditores fiscais, além de diretores e superintendentes de estatais (como os Correios e a Infraero). Ou talvez este seja o governo mais corrupto por haver aberto as contas públicas a toda a população, no Portal da Transparência, que exibe hoje as despesas realizadas até a noite de ontem, em tal nível de abertura que se tornou referência mundial reconhecida pela ONU, OCDE e demais organismos internacionais.Poderia estender-me aqui indefinidamente, enumerando os avanços concretos verificados no enfrentamento da corrupção, que é tão antiga no Brasil quanto no resto do mundo, sendo que a diferença que marcou este governo foi o haver passado a investigá-la e revelá-la, ao invés de varrê-la para debaixo do tapete, como sempre se fez por aqui.Peço a publicação.Jorge Hage Sobrinho
Ministro-Chefe da Controladoria-Geral da União
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Organização “Repórteres sem Fronteiras” pede que Folha retire a ação contra a Falha!
Folha de S. Paulo se engrandeceria desistindo da ação judicial contra um blog satírico independente
Um mês após seu lançamento, o blog independente Falha de S. Paulo, que parodiava o maior diário do Brasil, a Folha de S. Paulo, enfrenta um processo aberto pelo diário por “uso indevido de marca”, devido à semelhança entre os dois nomes e ao logotipo do blog.
Não satisfeito depois de ter conseguido o encerramento do site, o jornal iniciou um novo processo contra seus autores e reclama agora uma indenização financeira por danos morais. No entanto, parece pouco provável que o mais importante diário do país possa efetivamente ser lesado por um blog independente.
O blog, gerido por Lino e Mário Ito Bocchini, troçava sobretudo da insistência com que o jornal atacava Dilma Rousseff, candidata vitoriosa da última eleição presidencial e chefe de Estado a partir de 1 de Janeiro de 2011. Como lembram os dois irmãos no seu site: “A internet teve peso inédito na campanha eleitoral, que terminou com a vitória da candidata de Lula (Dilma Rousseff). A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma Rousseff) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra.”
A família Frias, proprietária do jornal, dispõe de meios para pagar as despesas do processo. O mesmo não sucede com os irmãos Bocchini (um é jornalista e o outro designer), que poderão se ver, devido à ação judicial, em graves dificuldades financeiras. Eles não têm possibilidades de se defenderem eficazmente desse processo, totalmente ignorado pela mídia tradicional, controlada por um punhado de famílias influentes.
Essas ações, que procuram asfixiar financeiramente um meio de comunicação, ilustram uma nova forma de censura. O desfecho desse caso poderia constituir um precedente perigoso em matéria de direito à caricatura, parte integrante da liberdade de expressão e de opinião. É por esse motivo que solicitamos à direção da Folha de S. Paulo que renuncie a esse combate desigual e desista do processo contra o blog dos irmãos Bocchini. Esse gesto contribuiria para a reputação do diário, que mostraria assim seu apego à livre circulação das ideias, opiniões e críticas, garantidas pela Constituição Federal de 1988. A mídia deve aceitar estar exposta à crítica pública como qualquer outro poder ou instituição.
Os dois irmãos já criaram um site alternativo: http://desculpeanossafalha.com.br. Várias personalidades, entre as quais o ex Ministro da Cultura Gilberto Gil, gravaram mensagens de vídeo em que condenam a censura e o processo aberto pela Folha.
Um mês após seu lançamento, o blog independente Falha de S. Paulo, que parodiava o maior diário do Brasil, a Folha de S. Paulo, enfrenta um processo aberto pelo diário por “uso indevido de marca”, devido à semelhança entre os dois nomes e ao logotipo do blog.
Não satisfeito depois de ter conseguido o encerramento do site, o jornal iniciou um novo processo contra seus autores e reclama agora uma indenização financeira por danos morais. No entanto, parece pouco provável que o mais importante diário do país possa efetivamente ser lesado por um blog independente.
O blog, gerido por Lino e Mário Ito Bocchini, troçava sobretudo da insistência com que o jornal atacava Dilma Rousseff, candidata vitoriosa da última eleição presidencial e chefe de Estado a partir de 1 de Janeiro de 2011. Como lembram os dois irmãos no seu site: “A internet teve peso inédito na campanha eleitoral, que terminou com a vitória da candidata de Lula (Dilma Rousseff). A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma Rousseff) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra.”
A família Frias, proprietária do jornal, dispõe de meios para pagar as despesas do processo. O mesmo não sucede com os irmãos Bocchini (um é jornalista e o outro designer), que poderão se ver, devido à ação judicial, em graves dificuldades financeiras. Eles não têm possibilidades de se defenderem eficazmente desse processo, totalmente ignorado pela mídia tradicional, controlada por um punhado de famílias influentes.
Essas ações, que procuram asfixiar financeiramente um meio de comunicação, ilustram uma nova forma de censura. O desfecho desse caso poderia constituir um precedente perigoso em matéria de direito à caricatura, parte integrante da liberdade de expressão e de opinião. É por esse motivo que solicitamos à direção da Folha de S. Paulo que renuncie a esse combate desigual e desista do processo contra o blog dos irmãos Bocchini. Esse gesto contribuiria para a reputação do diário, que mostraria assim seu apego à livre circulação das ideias, opiniões e críticas, garantidas pela Constituição Federal de 1988. A mídia deve aceitar estar exposta à crítica pública como qualquer outro poder ou instituição.
Os dois irmãos já criaram um site alternativo: http://desculpeanossafalha.com.br. Várias personalidades, entre as quais o ex Ministro da Cultura Gilberto Gil, gravaram mensagens de vídeo em que condenam a censura e o processo aberto pela Folha.
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